Vídeo: Pr. José Carlos explica a razão da demora de um milagre

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Por que pessoas que se julgam próximas de Deus, são ativas na Igreja, frequentam os cultos e o círculo de oração, às vezes, demoram mais para receber o milagre de Deus do que pessoas que pouco produziram na obra de Deus, como os novos-convertidos? O Pastor José Carlos, da Assembleia de Deus de São Paulo, respondeu a essa questão no culto de abertura do 11º Congresso da UFADECAMP, em 20 de agosto, sexta-feira.

Para ilustrar a sua resposta, o pregador usou o episódio da doença e morte de Lázaro, como Marta e Maria pediram sua cura e como reagiram à sua morte na ausência de Jesus.

Jesus realmente amava Lázaro. Poderia ter ido imediatamente ao socorro do amigo, mas demorou ainda dois dias para viajar a Betânia, aldeia onde morava Lázaro e suas irmãs.

Muitas outras vezes, pessoas que não tinham esse íntimo relacionamento com Jesus foram prontamente atendidas em suas necessidades. O cego Bartimeu era um pedinte desprezado pela sociedade, mas Jesus o atendeu no momento em que pediu. Outro exemplo é o centurião, que se sentia indigno da presença de Jesus em sua casa, recebeu a cura de seu criado à distância, imediatamente. Também é o caso da viúva de Naim, cujo filho Jesus ressucitou no momento em que presenciou a tristeza do funeral. Ainda, há o caso de Jairo, chefe da sinagoga, que mesmo pertencendo a uma classe antipática ao ministério de Jesus, suplica pela cura de sua filha, enferma de morte.

Por que Jesus não socorreu prontamente aquela família amiga? Por que não foi imediatamente a Betênia? Por que, como no caso do centurião, não fez um milagre à distância? O fato de Lázaro ser seu amigo íntimo não deveria ensejar uma resposta ainda mais solícita que no caso daqueles desconhecidos?

Jesus mostra que o tempo de crente, o relacionamento íntimo com ele, o exercício de dons espirituais, a participação no círculo de oração e as contribuições na igreja não fazem de ninguém mais merecedor das bênçãos do que um simples novo convertido, que ainda não tem noção da grandiosidade da providência divina.

Marta e Maria não tiveram a fé do cego, a humildade do centurião, mas demonstraram imaturidade e arrogância, como se sua amizade com Jesus o obrigasse a atender prontamente seus desejos.

Jesus demorou porque amava aquela família. Da mesma forma, quando o crente pede bênçãos do Senhor achando-se merecedor por sua militância no Evangelho, pelas suas orações, pelos seus louvores, pelas suas contribuições, Jesus pode retardar a solução até que o crente reconheça o seu papel, peça somente com fé e não por achar que mereça algo de Deus.

O milagre que Jesus queria fazer não era somente trazer de volta à vida o seu amigo. Era, sobretudo, curar suas irmãs de sua arrogância e revolta. Quando curou Marta e Maria, então Jesus fez o milagre da ressurreição de Lázaro.