Vídeo: Pr. Cesar Moisés questiona a reconfiguração do ministério cristão na atualidade

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Na manhã do segundo dia da 19ª Escola Bíblica de Campo Grande, 2 de abril, o Pastor César Moisés refletiu sobre as condições atuais do exercício do ministério cristão e as influências que o obreiro atual tem da teologia e na teologia.

Os tempos mudam. Nós mudamos porque os tempos mudam ou os tempos mudam porque nós mudamos? Os seres humanos é que provocam as mudanças. Mudar, por si, não é positivo nem negativo. A mudança é normal.

O que nos faz mudar? O que faz com que sejamos tolerantes com algo que éramos radicalmente contra no passado?

A Bíblia é a mesma e sempre diz a mesma coisa. Mas nosso olhar sobre a Bíblia muda. O que motiva essa mudança?

Qualquer perspectiva ou reflexão sobre a Palavra de Deus é apenas uma versão da verdade. A Palavra de Deus é, em si, a verdade absoluta. É um erro achar que a versão pessoal é absolutamente correta. Não devemos ser relativistas mas devemos ser lúcidos o suficiente para verificar se nossa compreensão é correta.

Para a produção teológica é necessária a revelação da Bíblia e a interpretação. Essa produção é influenciada pelo ambiente. A Igreja é a guardiã da Palavra e é responsável pela produção teológica.

O ministério cristão no século XXI oscila entre o tradicionalismo e a busca de alternativas na psicologia, no marketing e outras concepções humanistas para a profissionalização do ministério. Oito tendências caracterizam a vida ministerial:

1 - Incerteza sobre o que é ser cristão

Muitos creêm que recebem um aautorização de Deus para mudar as forças do universo para atender seus desejos pessoais. Buscam o poder de determinação sobre o futuro. O sincretismo religioso facilita a aceitação de novidades nesse sentido. A identidade bem definida do crente no passado dá lugar a um evangelho sincrético.

2 - Desilusão institucional

Há uma impressão sobre a inutilidade do ministério. A liderança local perde a capacidade de influência sobre os crentes enquanto televangelistas estão ampliando sua capacidade de persuasão. Nesse fenômeno, Jesus Cristo e a Palavra de Deus reduzem-se a meios de acesso para as realizações humanas. É uma teologia humanamente agradável mesmo que confronte a Bíblia.

3 - Falta de liderança

A liderança bíblica na igreja é substituída por modelos empresariais.

4 - Pessimismo a respeito o futuro

Há a crença de que o futuro dos evangélicos está ameaçado. Há algumas décadas a pregação era principalmente escatológica. Hoje, concentra-se na busca da prosperidade terrena.

5 - Crescimento positivo, impacto negativo

O Brasil é visto como um dos países que tem mais evangélicos. A despeito disso, a corrupção não para de crescer no Brasil. Mas o ideal é que o crescimento da Igreja provoque um impacto positivo.

6 - Isolamento cultural

Não se tem mais uma visão cristã do mundo. A visão judaico-cristã são atacados e seus valores também sofrem.

7 - Busca de soluções politicas e metodológicas

Em vez de buscar a resposta no abandono da teologia bíblica estamos buscando a resposta em teorias administrativas, de marketing, etc.

8 - Troca da orientação bíblica pela pesquisa de mercado no ministério.