ADM Lisboa realiza o 1º. Congresso Infantil na Europa

Notícias - Missões

Avaliação do Usuário: / 0
PiorMelhor 


Saudosos dias 4 e 5 de julho marcaram momentos inesquecíveis na vida dos pequeninos missionários da ADM-Lisboa.

O tema “Instrui o menino no caminho em que deve andar”, conforme Pv. 22.6, norteou com grande relevância todas as atividades desenroladas durante o evento.

Um olhar multicultural foi desvendado por dezenas de crianças que deixaram sua pátria e outras que cá nasceram.


Elas são portuguesas, africanas, brasileiras, chinesas, as quais cantaram em um só coro:

Todos os povos irão cantar, todas as linguas irão falar – que Jesus Cristo é o Senhor de todas as nações”.

Vivemos momentos de muita emoção ao vermos bandeirinhas de muitas nações tremularem nas mãos dos pequeninos que cantavam dentro de um contexto pedagógico, cujo fazer missionário com toda certeza os levará aos campos prontos para a ceifa em um futuro muito próximo.

São crianças cujas vidas e forma de olhar o mundo estão sendo tecidas com fundamentações de ensino genuíno dentro da perspectiva de suas faixas etárias na Escola Bíblica Dominical e em todas as atividades do Departamento Infanto-Juvenil da Igreja, pelas professoras Viviane, Luane, Cristina, Denísia, Kelly e Maria Aparecida com o apoio pedagógico da Missionária Laudicéa e a supervisão do Pastor João Barbosa .

O processional de abertura aconteceu com a entrada dos missionariozinhos conduzindo uma bíblia aberta, o globo e as bandeiras de Portugal e do Brasil ao som dos respectivos hinos e finalmente a bandeira dos missionariozinhos com o hino todos os povos.

Todo o trabalho foi apresentado pelas crianças, com exceção da mensagem, que foi repassada nos dois dias pelas professoras Kelly, Maria Aparecida e a Missionária Laudicéa, sempre a contextualizar e fazer o fechamento apresentando o plano da salvação.

O foco da aprendizagem no culto de abertura e no culto de encerramento teve sua conexão estabelecida através de 1 Sm 1 - 2.20 na história de Samuel e sua mãe Ana, uma mulher que orava.

Enquanto que a contextualização para fixação de toda aprendizagem fundamentou-se em Sl 64.1 “Escuta Senhor a minha oração”.

Na primeira parte da história, em uma linguagem apropriada para crianças a partir de dois anos, pudemos constatar, através de avaliações participativas, que as crianças aprenderam duas coisas importantes para o seu crescimento espiritual na construção de suas casinhas espirituais, conforme os dois objetivos propostos para o primeiro dia:

  1. compreender que devemos ir orar no Templo – A casa de Deus;

  2. saber que Deus ouve a nossa oração quando o agradamos.

No culto de encerramento, embora pelo menos as crianças do Departamento, mesmo aquelas que ainda têm três anos já sabem contar com muita desenvoltura essa história, apresentou-se uma grande expectativa – tendo em vista a dramatização apresentada em paralelo com a narração.

Tratava-se de ver Samuel já crescido, de um dia para outro, sendo entregue por Ana e Elcana para morar no templo e ajudar o sacerdote Eli.

Especialmente para os pequenininhos que conjecturavam, de repente.... o Isaque (um bebé de sete meses aproximadamente) deixar a mamãe Ana e o papai Elcana e passar a morar com Eli (um desconhecido).

Mas no momento exato, sob olhares curiosos, Ana subiu trazendo Samuel – representado em outro menino já grande, o Daniel Junior. Entrega ´Samuel a Eli no Templo. Samuel despede-se dos pais e rapidamente se transforma em um trabalhador da casa de Deus.

A correspondência das crianças em termo de aprendizagem superou nossas expectativas. O objetivo deste segundo dia foi mostrar para as crianças que, quando fizermos um voto a Deus, ou seja, quando prometermos ao Senhor alguma coisa, não podemos deixar de cumprir, bem como destacar o exemplo de obediência demonstrado visivelmente pelo pequeno Samuel e as diversas maneiras como as crianças podem ajudar na casa de Deus.

Como resposta da aprendizagem a miúda Vitória, de três anos, que é uma campeã de orações respondidas, testificou e todas as crianças glorificaram a Deus. Porque numa das Escolas Dominicais, há uns seis meses atrás, ela pediu oração pelo irmãozinho de menos de dois anos na ocasião - o João Vitor, que no momento encontrava-se em uma unidade de terapia intensiva, cá, em Lisboa. A criança havia sido submetida a uma intervenção cirúrgica, não havendo muita chance de recuperação.

No entanto, a Vitória, em uma classe de Maternal na Escola Bíblica Dominical (EBD), com crianças de três e quatro anos, pediu oração e afirmou que se todas as crianças pedissem ao “Papai do Céu” em oração e com as mãozinhas levantadas para o céu, com toda certeza na EBD seguinte ela estaria testemunhando junto com o irmãozinho que Deus o curara.

E tudo aconteceu como as crianças pediram para a glória de Deus.

Vitória é uma miúda que leva Deus muito a sério e, como muitas outras crianças, crê piamente no poder da oração.

Quando Vitória chegou à EBD, levada por uma tia, logo aprendeu que Deus ouve também as orações das crianças e começou a pedir oração pelo papai e pela mamãe que não tinham muito interesse de estar na casa de Deus. E, para a glória de Deus, a mamãe e o papai da Vitória hoje estão atuantes na igreja, especialmente na área do louvor; e desceram às águas no batismo de março.

Foram inúmeros testemunhos de respostas de oração pois, como servos de Deus, vivemos nesta nação por fé. Não dá para ser de outro jeito: ou se é, ou não é, crente.

Se for meio termo, é pego pelo inimigo, cuja rasteira é queda certeira.

O segredo é comunhão com Deus pela oração, testemunho de vida e coragem-ação.

Nas madrugadas - frias ou não – joelhos no chão.

E quando o mundo acorda é só mandarmos ordens e o mal se rende pelo poder do sangue e no poder do nome de Jesus.

Como as crianças são muito perceptivas, mesmo nos cultos semanais de oração, intercessão e libertação que fazemos nas quintas feiras, elas nos inquirem a oportunidade para fazer seus pedidos e, igualmente conosco, celebram as curas, os milagres, as portas de emprego abertas, os livramentos diários, a libertação de pessoas oprimidas pelas trevas e tantas coisas boas que Deus concede a cada um de nós em convívio.

Um grupo de pais fez uma apresentação especial e dramatizou o hino “Para adorar ao Senhor”. Todos declararam que cantavam bem alto para adorar o Senhor. Representaram assim: a criança com o Diogo, a mamãe e o papai com o Presbítero Luiz Gonzaga e sua esposa Cristina, e a vovó e o vovô com o cooperador Marlon e sua esposa Luciana.

Em uma palavra pastoral o Pastor João Barbosa fez uma descrição do seu olhar de longo alcance dentro da visão missionária que tem para todos os povos não poupando esforços para que as crianças construam a sua casinha espiritual aprendendo a andar pelo caminho em que devem e como declara o sábio Salomão: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” Pv. 22.6.