EI treina crianças-soldado para impedir que cristãos voltem a Mosul

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Os cristãos que deixaram suas casas em Mosul não podem mais voltar com segurança à cidade desde que o Estado Islâmico (EI) criou uma nova geração de crianças-soldado que agora estão “guardando” a cidade. Um líder religioso no Iraque disse que a horrível ideologia do grupo terrorista já foi transmitida para a próxima geração de militantes, o que poderia significar uma extensão indefinida de sua campanha para acabar com os cristãos. Daniel pertence a uma igreja em Erbil, Iraque. Ele atualmente cuida de famílias cristãs que foram forçadas a deixar suas casas por causa do conflito.

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"Podemos voltar a Mosul, mas é uma questão de segurança. Estamos lidando com uma nova geração criada pelo EI. Eles têm um ponto de vista radical anti-cristão e por isso seria realmente difícil voltar", relatou. "Seria muito difícil para as nossas crianças se unirem às crianças que foram doutrinadas pelo grupo extremista. Elas não se darão bem. Não vão se adaptar umas às outras. Nós realmente precisamos trabalhar com as crianças em Mosul para mudar o que o Estado Islâmico implantou", alertou Daniel.

Educação adequada

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As crianças doutrinadas pelo EI são chamadas de "Filhotes do Califado". Elas apareceram em vários vídeos de propaganda do grupo extremista. Daniel acredita que a única maneira das pessoas lutarem contra a lavagem cerebral sobre as crianças doutrinadas pelo EI é através de uma educação adequada. Antigas vítimas do grupo terrorista radical estão agora trabalhando como voluntárias encarregadas de ajudar os deslocados de Mosul a encontrar abrigo em Erbil. Alguns deles servem como tradutores para pessoas que vêm de diferentes organizações internacionais de caridade.

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Mais de 100 mil cristãos fugiram de Mosul desde que o Estado Islâmico assumiu o controlo sobre a cidade em 2014. Muitos tentaram retornar com a ajuda do governo iraquiano, que está militando contra o EI. No entanto, o perigo ainda espreita em cada esquina. A Organização das Nações Unidas espera que 320 mil civis possam ser expulsos da cidade nas próximas semanas, de acordo com a BBC.