A Força Evangélica nas eleições

Notícias - Mídia

Avaliação do Usuário: / 1
PiorMelhor 

alt

O resultado das urnas demonstrou que a comunidade evangélica se conscientizou em exercer a sua cidadania e buscou sua representatividade na política nacional. Segundo matéria no site ‘O Globo’, a bancada evangélica na Câmara crescerá 14% a partir do ano que vem com 80 deputados federais eleitos. Atualmente são 70 representantes, entre bispos, pastores e seguidores de igrejas. O aumento, ainda que menor que os 30% esperados pela Frente Parlamentar Evangélica, deverá tornar ainda mais difícil à aprovação de projetos contra a família ou em defesa do aborto. O número de candidatos na disputa eleitoral cresceu 45% em quatro anos no Brasil. No pleito de 2010, eram 226 e, neste ano, somam 328. Segundo o censo do IBGE, os evangélicos somavam 22,4% da população brasileira em 2010, e os católicos, 65%. Mas a quantidade maior de fiéis do catolicismo não se reflete no universo de candidatos. Em 2014, dos que disputam algum cargo político, apenas 21 se identifica como padres no nome da urna, 15 vezes menos do que os 328 pastores, bispos e missionários evangélicos. Embora conserve o título de país com o maior número de católicos do mundo, o Brasil avança com rapidez para se tornar uma nação mais evangélica

 

Em dez anos, os evangélicos passaram de 15,4% da população para 22,2%, um total de 42,3 milhõesOutro dado da mesma pesquisa, que passou despercebido, explica ainda melhor por que é tão importante para um candidato à Presidência não se indispor contra os valores religiosos. De forma geral, os candidatos evangélicos se opõem – com a desconstrução da família, a mudanças na lei da interrupção da gravidez e à liberação das drogas. A pesquisa do Ibope mostrou que a maior parte dos brasileiros, independentemente de religião, pensa como os evangélicos: 79% são contra o aborto; e 79%, contra a liberação da maconha.

A mesma pesquisa revela que 75% dos brasileiros são a favor do programa Bolsa Família. Isso significa que, se é majoritariamente a favor de políticas sociais, a sociedade brasileira é conservadora em temas ligados a família e comportamento. Representando 30% da população de Campo Grande, e quase 27% de todo o Estado, os evangélicos tiveram um papel importante nestas eleições. Os números são do último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Porém, de acordo com o presidente regional da Aliança Evangélica Brasileira (AEVB), Edmilson Oliveira, apóstolo na Igreja Evangélica de Campo Grande, esse percentual até 2020 será de 50%.

De acordo com o número de evangélicos em Mato Grosso do Sul saltou, entre 2000 e 2010, de 18,2% da população para 26,4%.Esse percentual é maior na Capital, onde mais de 30% da população se declarou membro de uma igreja evangélica. Segundo o Ap. Edmilson Oliveira, que é líder da Igreja Evangélica em Campo Grande “a força evangélica se uniu e deixou uma marca nestas eleições, e creio que fizemos a diferença com esta unidade estabelecida principalmente no segundo turno com 90% dos evangélicos unidos neste projeto”, afirmou.

alt

Para o vereador Elizeu Dionizio (SD), que é evangélico, a politica é o reflexo da sociedade e a sociedade brasileira vem passando por transformações. “A Bíblia nos fala do sofrimento do povo na busca por Deus, e o nosso povo vem sofrendo. Por consequência disso, o povo cristão, evangélicos e católicos, vem crescendo. A pessoa, com uma necessidade pessoal, busca a igreja como amparo. Como este público vem crescendo, necessariamente cresce também a sua representação política. Fico feliz de poder representar este setor que vem tomando os espaços políticos” destacou.

Nas últimas eleições para o Governo Estadual, o candidato eleito Reinaldo Azambuja (PSDB) tem como vice-governadora a Prof.ª Rose Modesto, que é evangélica. Com isso a representação cristão-evangélica ganha notoriedade, mostrando que a unidade deste povo pode em anos posteriores eleger mais representantes. De acordo com o Pr. Antonio Dionizio, presidente da igreja Assembleia de Deus Missões (ADM), a força dos evangélicos nestas eleições em Mato Grosso do Sul “foi surpreendente, pois houve um amadurecimento politico com os evangélicos, diante das ações contra a igreja e a  família.”, reforçou.

Após este resultado expressivo nestas eleições, o intuito dos lideres evangélicos é estar amadurecendo a necessidade de lutar pelos valores cristãos na esfera política, com a eleição de deputados federais e senadores para defenderem os valores morais e cristãos. “Eu creio que a gente tem que fazer um trabalho forte de conscientização para elegermos deputados estaduais, federais e até senadores pois é no Congresso Nacional que precisamos defender nossa crença e princípios sociais”, finalizou o Ap. Edmilson Oliveira.