Reino de Deus na África

Notícias - Evangelismo

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Sul-mato-grossense semeia a Palavra em África do Sul, Malawi e Moçambique.

Por 21 anos o casal de missionários Célia­-Roberto Conceição dos Santos, nascido em Anastácio (MS) anuncia o Evangelho de Cristo nos três países africanos e com obra social. Roberto foi enviado à África no ano de 1991, para anunciar o Evange­lho e plantar igrejas e projetos sociais. Em 2012, o missionário completa 21 anos de trabalhos no local. Embora com lágrimas e muito sofrimento, a família tem feito a obra de Deus com gratidão, no Continen­te Africano.

A população africana é conhecida em todo o mundo pela falta de qualidade de vida, alto índice de morte e do baixo ín­dice de natalidade, aliados à escassez de recursos financeiros, educacionais e de saúde. Com isso, muitas instituições se instalam no continente, a fim de amenizar esse sofrimento, a partir da anunciação da salvação e libertação em Cristo.

O sul-mato-grossense iniciou a obra do Senhor por meio da Jovens Com Uma Missão (Jocum), instituição cristã inter­denominacional presente em 171 países. Antes, casou-se com Célia Santos e des­de então o casal tem anunciado as Boas­-Novas. Atualmente, eles são fundadores de 45 igrejas divididas em três países do Continente Africano: África do Sul, Malawi e Moçambique.

Pastor Roberto Conceição ressalta que chegou em um período delicado ao país. “As dificuldades são grandes, mas quando chegamos o país, deparamos com uma guerra havia 15 anos, que produziu mui­tos mortos, doentes, feridos e crianças órfãs. Iniciamos o trabalho corpo a corpo, orávamos e anunciávamos o Evangelho de Cristo. Os corações estavam aflitos e amargurados, mas este é o papel da Igre­ja: restaurar vidas”, enfatizou.

Sow Mission

Ao perceber a grande demanda e neces­sidade no país, em 1998, pastor Rober­to Conceição criou a ONG Sow Mission (Missão Semear). Seu principal objetivo é transformar vidas por meio do Evange­lho e de trabalhos sociais que promovam a educação, saúde e agricultura familiar. Hoje, Sow Mission conta com a ajuda de colaboradores em todo o mundo.

De acordo com o missionário, a institui­ção constrói templos, casas e centros educacionais. “Por meio da Sow Mission conseguimos construir e ampliar igrejas. Realizamos discipulados para que irmãos africanos continuem a obra missionária. Construímos algumas casas para idosos e viúvas, centros educacionais e de lazer para crianças das aldeias. Porém, o con­tinente e as necessidades são grandes. Temos fé e prosseguiremos ampliando este trabalho e chegar a lugares inaces­síveis para melhorar a qualidade de vida do maior número de pessoas possível”, explicou.

Além disso, a família do missionário quer aumentar o volume de atividades do Sow Mission e ampliar a agricultura familiar e criar um projeto de pecuária. “A pobreza e a fome são predominantes. Graças a Deus, conseguimos implantar em algu­mas regiões a horta familiar. Mas, nosso desejo é ampliar a produção a provocar a geração de renda às famílias. Porém, precisamos de profissionais capacitados nesta área. Pedimos orações, pois Missão se faz com os joelhos de quem ora, com os pés dos que vão e com as mãos dos que colaboram”, finalizou.

KukulaPabose atende em dois dos países africanos

Atualmente na Áfri­ca, a Sow Mission (Missão Semear) dá suporte a três centros aber­tos denominados Kukula Pabose (Crescendo Juntos), presentes nas cidades de Nthewa (Malawi), Dondo (Moçambique) e Chimoio (Moçambique). O projeto social beneficia 450 crianças, dentre elas muitas órfãs ou vítimas de doenças típicas da região, como a malária, cólera e Aids.

Kukula Pabose oferece educação infantil, espiritual, atividades de lazer, alimen­tação (café da manhã, al­moço e lanche) e cursos de artesanato. De acordo com o presidente da Sow Mis­sion, a idealização do proje­to surgiu devido à alta taxa de natalidade e mortalidade no Continente Africano.

“A maioria dessas crian­ças são órfãs e vivem com avós ou irmãos mais velhos. Outras com os pais, porém, a pobreza é grande e elas não tem o que comer, vestir, brincar e nem noção do que é um ensino educacional e religioso. Em toda a Áfri­ca são milhares de crianças nestas condições. Nossa es­perança e vontade é ampliar os já existentes e construir novos centros, porém, preci­samos de trabalho voluntá­rio e recursos financeiros. Os professores recebem U$ 100 (em média R$ 200) mensais, praticamente, um ensino voluntário. A dificuldade de manter os centros de ensino são grandes, mas Deus tem nos honrado e a obra conti­nua”, ressaltou.

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