Valores ajustados causam crescimento no Setor Imobiliário

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Para onde se olha, lá estão elas. Em Campo Grande, as placas indicando imóveis à venda se tornaram comuns em todas as regiões da cidade. A oferta é grande e a procura mediana. “Temos casos em que alguns clientes inflacionam os preços, de olho em um aquecimento acima do que o mercado está disposto a pagar. Por outro lado, os negócios ajustados estão acontecendo em bom ritmo”, afirmou o gerente imobiliário José Augusto Mansano. Cerca de 50% dos bens à venda, em Campo Grande, estão com preço acima dos valores reais, conforme avaliação do Sindicato de Imobiliárias (Sindimóveis). “Grande parte está com preço muito alto. O problema não é do mercado, mas do dono do imóvel, que não aceita sugestão do corretor”, ressaltou o presidente do Sindimóveis, James Antônio Gomes.

A situação do mercado imobiliário está bem aquecida, principalmente no que diz respeito aos imóveis com preços ajustados, ou seja, preço justo e de acordo com o que o mercado realmente absorve. “Imóveis novos tem sempre um bom apelo junto ao mercado, principalmente pelo fato de as taxas serem mais baixas, com a possibilidade de parcelamento” destacou José Augusto.

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Durante o último trimestre, houve pressão para ampliação da negociação entre compradores e vendedores. Isto fez com que os proprietários iniciassem um processo de ajuste de preços, adequando os valores dos imóveis para a realidade de mercado. “Os negócios tiveram início em 2010 e se estenderam até outubro do ano passado. O boom foi motivado por vários fatores, entre eles o programa do Governo federal, Minha Casa, Minha Vida, além das facilidades de aquisição oferecidas pela Caixa Econômica Federal”, apontou James Gomes.

Conselhos práticos

Os compradores, antes de tudo, devem procurar um profissional credenciado pelo Creci. Também é importante manter-se atento às imobiliárias que demonstram genuína preocupação com qualidade, rapidez e segurança nas negociações.

Outro fator importante para o interessado - aponta José Augusto - “é gastar tempo nas visitas com os corretores, observando detalhes e ainda fazer com que conste na proposta, os possíveis reparos a serem feitos no imóvel”, reforça.

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Apesar do ajuste no valor dos imóveis, os índices apontam Mato Grosso do Sul como o Estado onde a construção civil mais cresce. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, o setor cresceu 0,7% em junho. No Estado, o percentual chegou 2,29%. O preço acompanha a tendência de alta. O custo oficial do metro quadrado no Estado custa em média 830 reais e só é menor do que o de Brasília, em todo o Centro-Oeste.

 

As perspectivas para 2013 são de queda nas taxas de juros e consequente redução da rentabilidade das aplicações financeiras. Certamente estes indicadores farão com que a busca por imóveis, tanto residenciais quanto comerciais aumente, como alternativa para obtenção de maior rentabilidade. “Deve-se levar em consideração a facilidade do crédito imobiliário para renda formal e informal, a entrada forte do Banco do Brasil no Programa Minha Casa Minha Vida, trazendo novo fôlego para esta faixa de mercado”, finalizou James Gomes.