Crescimento do micro empreendedor movimenta a economia de MS

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Na Capital o número de micro e pequenas empresas aumentam a cada mês o motivo esta na oportunidade ou necessidade.

 

O comportamento dos trabalhadores brasileiros vem mudando a cada dia. Mas, um novo perfil vem se destacando na última década, são os empresários de micro e pequenas empresas e/ou profissionais individuais.A cada ano, nascem cerca de 500 mil empresas no Brasil. Segundo pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de apoio à Micro e Pequenas Empresas em Mato Grosso do Sul – Sebrae/MS, só em 2010 foi registrado 69,9 mil novas empresas do ramo comercial no Estado.

 

Atualmente, os trabalhadores estão deixando de serem empregados para se tornarem empreendedores, esta realidade é possível por dois fatores: Oportunidade ou a Necessidade. Esses novos empresários de micro e pequenas empresas aproveitam uma oportunidade de um crédito bancário, parceria entre sócio, um espaço ou um dinheiro que sobejava para começarem o negócio próprio.

 

Como o caso de Sueli Rosa, proprietária das lojas Rosa de Sarom na Capital, que passou de vendedora para empreendedora. “Eu já nasci empreendedora, sempre vendia e planejava as coisas na minha vida. Comecei como vendedora de perfumes, depois representante comercial e a partir de um crédito bancário, na época de incentivo a pequenos negócios, consegui abrir meu comércio. Hoje, minha loja no ramo de moda evangélica, esporte fino e festa já completa 7 anos. Acredito que o sucesso e satisfação este em fazer aquilo que você ama, se dedicar e ter sempre um alvo. É muito gratificante ver meus clientes olhando, comprando e elogiando a loja” contou.

 

Entretanto, segundo pesquisa realizada pelo Sebrae, em 2004, 49,4% das novas empresas encerram as atividades com até dois anos de existência, 56,4% com até três anos e 59,9% não sobrevivem além dos quatro anos. Para a gerente Técnica do Sebrae, Andrea Fialho, empresários por necessidade apresentam menor número de estabilidade no mercado comparado aos de oportunidade, porque dependem integralmente do investimento.

 

“O Grande problema é a ilusão, você recebe um montante, um retorno do mercado e não sabendo administrar acaba gastando com coisas que não são prioridade ou necessárias no momento. Como no meu caso, era profissional informal, decidi abrir minha empresa e após três anos fechamos as portas, por dívidas, já que os encargos e os impostos são altíssimos e o retorno que tive gastei em carros, coisas supérfluas e pessoais. Faltou planejamento e um administrador” contou, J.O, Técnico em Eletrônica e Engenharia de Áudio.

 

Segundo Andrea Fialho, o primeiro passo para um empreendimento dar certo é ter um espírito empreendedor. Depois, procurar conhecer o mercado, fazer o planejamento, calcular os gastos e aguardar o retorno. “É como construir um casa, planejar uma viagem e entre outros. A primeira dica é ser empreendedor, é ter sonhos e correr riscos; 2º verificar se têm competência para realizar a atividade que deseja investir; 3º buscar sempre saber mais, planejar, conhecer o mercado e o ramo em que vai trabalhar 4º fazer acontecer e 5º saber esperar o tempo que for necessário para receber um retorno de status financeiro” orientou.

 

De acordo com o Sebrae, esse crescimento promove a competitividade e o desenvolvimento sustentável das micro e pequenas empresas. As corporações de pequeno porte são fundamentais para estimular a economia do País e possibilitar a inclusão social, com maior oferta de postos de trabalho. Mas é preciso se capacitar e saber gerenciar.

 

“O Sebrae oferece vários cursos e palestras de apoio ao empreendedor. Para evitar que muitas empresas fechem as portas nos anos iniciais sem dar uma explicação a sociedade, devendo fornecedores e etc. Claro, que não foi falta de integridade do ser humano, pois acreditaram e sonharam, mas não planejaram e ou estudaram. É preciso escrever, apagar e escrever de novo, virar noites, buscar constantemente a informação e enfim é o trabalho e o suor naquilo que você ama e acredita” finalizou Andrea.