Igrejas na China são obrigadas a instalar câmeras de vigilância

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Cristãos chineses estão lutando contra oficiais do Partido Comunista, tentando impedir a instalação de câmeras de segurança nas igrejas situadas na província de Zhejiang.  Alguns destes cristãos estão sendo hospitalizados e tratados com graves ferimentos. O site South China Morning Post informou no dia 3 de abril que o governo chinês ordenou a instalação do equipamento de vigilância em igrejas para promover o "antiterrorismo e a segurança".

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No entanto, os mais de 1 milhão de cristãos que residem na cidade de Wenzhou, veem isso como parte da contínua repressão do Partido Comunista ao cristianismo, juntamente com a campanha de remoção das cruzes dos telhados das igrejas. "Funcionários do governo vieram às igrejas e montaram câmeras contra a vontade dos pastores e membros das igrejas. Alguns líderes que não concordaram com a mudança e foram arrastados para longe", disse um cristão em Wenzhou.  Os crentes temem que as câmeras sejam usadas para monitorar suas atividades.

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O pastor Yan Xiaojie ligou a ordem de instalar as câmeras com a campanha de demolições de cruzes, que começou em 2014. A organização internacional China Aid, que é comprometida com a promoção religiosa na China, relatou sobre a prisão e perseguição dos cristãos no país nos últimos anos, e que as autoridades estão monitorando de perto como as igrejas respondem às novas ordens. O grupo de vigilância relatou que o governo enviou um número crescente de agentes para as igrejas que resistiram à campanha de remoção das cruzes.  A China Aid ainda acrescentou em seu relatório anual sobre o estado de liberdade religiosa no país, afirmando que o governo se envolveu em atividades para forçar todas as religiões a "entregar-se à autoridade e liderança do Partido Comunista Chinês".