70 anos de conquistas do Evangelho na Capital Sul-mato-grossense

Notícias - Comunidade

Avaliação do Usuário: / 2
PiorMelhor 

alt

Como toda história de colonização e desenvolvimento de nosso país está ligada a e religiosidade. A capital Sul-mato-grossense também tem sua história de desenvolvimento ligada às instituições religiosas, como as igrejas Assembleia de Deus Missões (ADM), Batistas, Presbiterianas, Católicas entre outras. Na década de 40, Campo Grande se destacava como uma cidade promissora, sendo considerado um importante centro para o desenvolvimento do Sul de Mato Grosso. Isso ocorreu em função da construção da estrada de ferro, que facilitava o transporte para outros Estados, inclusive São Paulo, e a implantação dos quartéis. Tal fato fazia com que Campo Grande se destacasse como uma cidade jovem, com possibilidade de crescimento, e que, no futuro, se tornaria a nova Capital. Pelo fato da cidade despontar novos horizontes com o crescimento populacional e com a chegada de jovens para o serviço militar e de imigrantes, inclusive de outras nações, em busca de melhores condições, tornou-se propícia como base para a divulgação do evangelho na região Sul do Estado, especialmente na região de fronteiras. O certo é que Deus tinha um propósito com Campo Grande. Assim, oficialmente, em 22 de outubro de 1944, foi fundada a Igreja Evangélica Assembleia de Deus na cidade de Campo Grande pelo Pr. Juvenal Roque de Andrade.

 

alt

Presume-se que o movimento evangélico pentecostal em Campo Grande tenha chegado pelos idos de 1942. Historiadores afirmam que, antes da fundação oficial da igreja havia um grupo de crentes pentecostais na cidade, especialmente da igreja neo-testamentária. Com a organização e implantação oficial da ADM na cidade e impulsionada pela evangelização, se estendeu maravilhosamente por todas as localidades circunvizinhas do Município. Vale salientar que a ADM em Campo Grande, desde sua origem foi apoiada pelo ministério da Assembleia de Deus em São Paulo, sob a direção do saudoso Pr. Cícero Canuto de Lima, que prestava assistência financeira e ministerial à Igreja, visto que Campo Grande era um referencial para a implantação de novas igrejas pelo interior do vasto Mato Grosso.

alt 

A função de pastorear pessoas sempre foi uma tarefa muito árdua, e certamente ao longo destas sete décadas, muitas lagrimas foram semeadas em solo campo-grandense, para que, nos dias atuais, a ADM se apresentasse como um referencial de bênçãos e de destaque na Capital Sul-mato-grossenseMediante o crescimento da cidade, a ADM trabalhou tanto na expansão do Reino de Deus como no desbravamento de novos bairros, pois com o surgimento de novas comunidades ali a ADM iniciava um trabalho evangelístico e social implantando novas igrejas que mobilizavam o crescimento econômico e estrutural dos bairros. Prova disso foi a construção do 1º templo na Av. Afonso Pena, esquina com a atual Av. Ernesto Geisel, em 1954, quando a igreja era presidida pelo Pr. Alfredo Rudzits. 

alt

Nestes 70 anos muitos outros pastores-presidentes contribuíram para o crescimento da ADM dentre eles os pastores, Pr. Oscar Castelo (1944 – 1946), Pr. Pedro Gonçalves (1954 – 1957), Pr. Elizeu Feitosa de Alencar (1965 e 1970 – 1972), Pr. Sebastião Carlos Neto (1966 – 1970), Pr. Ângelo Cecon (1972 e 1977 - 1978), Pr. Jairo Bartolomeu da Rocha (1973 - 1977) e Pr. José Barbosa (1978 – 1986), sendo este último o único pastor vivo e respeitado por seu exemplo de conduta e .  Uma época crescente da igreja ocorreu nos anos de 1957 a 1965, graças ao dinamismo e liderança do Pr. Vicente Guedes que na época realizou o primeiro Congresso Estadual de Jovens, apoiou a fundação do 1º jornal evangélico da região e empreendeu esforços na reforma e ampliação do templo. De acordo com a Miss. Edna Duarte, filha do saudoso Pr. Vicente Guedes, “foram tempos de muita prosperidade e desenvolvimento, pois ele recebeu a igreja com aproximadamente cento e vinte membros e a entregou com quase oitocentos membros”, recordou

altNo final de 1978, a Igreja ADM que tinha passado por mudanças e rupturas estava reorganizada e tinha tudo para estabelecer seu nome na nova Capital recém-criada. Sob a presidência do Pr. Hilário Colognesi que não media esforços para semear o evangelho em Campo Grande. O mesmo realizou cultos evangelísticos nas praças, terminal rodoviário e outros locais. Com muito esforço e dedicação, fundou diversas congregações, destacando-se as congregações Piratininga, Guanandi, Tarumã, Moreninha, Tiradentes. Como marco do seu ministério, nos 8 anos de atuação, construiu o Templo –Central da ADM em Campo Grande, que por muito tempo, foi cartão postal da cidade. Foi sucedido pelo Pr. José Barbosa que no início dos anos 90 entregou a igreja a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, que enviou o Pr. Antonio Dionizio para assumir o trabalho em Campo Grande.

alt

No início dos anos 90 a ADM teve um dos seus maiores momentos de crescimento não na Capital, mas em todo o Estado. Em 1991 assume o Pr. Antonio Dionizio que de forma arrojada implantou aproximadamente 200 novas igrejas em 23 anos de pastorado e intensificou o trabalho evangelístico e missionário enviando o primeiro missionário, Pr. Olímpio Bezerra e sua família para o campo missionário em 1991 a Portugal, e logo vieram muitos outros missionários, assim alavancou o crescimento tanto espiritual como social de Campo Grande. Para o missionário na Alemanha, Pr. Harry Oliveira, “fazer o investimento que esta igreja tem realizado na obra missionária somente é possível tendo uma liderança sensível às necessidades espirituais e disposta a cumprir o “Ide” de Jesus”, acrescentou.

alt

Nestes 70 anos assim como Campo Grande se desenvolveu economicamente e cresceu em população, de igual forma a ADM alcançou o reconhecimento de instituição que contribuiu para o desenvolvimento sociocultural de Campo Grande. Atualmente a ADM em Campo Grande conta com mais de 200 templos espalhados por toda a Capital e tem quase 25 mil membros, bem como sustenta 100 famílias missionárias espalhadas por quatro continentes e realiza trabalhos evangelísticos nos bairros de Campo Grande através da Cruzada Âncora da Alma. Após este período a perspectiva da igreja é continuar quebrando paradigmas dentro da sociedade, plantando novas igrejas e alcançar novas nações através do trabalho missionário. Para o Pr. Antonio Dionizio, atual presidente da ADM, “nestes anos muitos paradigmas foram quebrados e com isso não a igreja cresceu, mas também ajudou no desenvolvimento de Campo Grande. Diante dos novos desafios que vamos enfrentar, pretendemos continuar auxiliando no bem-estar da cidade com a proclamação do Evangelho”, finalizou.