Religiosos pedem apoio da OAB contra lei da homofobia

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Sob alegação de que o projeto de lei que criminaliza a homofobia (discriminação aos homossexuais) fere os princípios da liberdade de expressão, um grupo de evangélicos se reuniu na manhã de hoje com o presidente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil), Fábio Trad, em busca de apoio jurídico.

O presidente do Geap (Grupo Evangélico de Ação Popular), pastor Carlos Trapp, entregou um requerimento para que a ordem se manifeste sobre a lei, que o documento classifica como “uma violação direta à Constituição Federal, especial no tocante à livre expressão de pensamento, à liberdade individual e aos bons costumes”. O requerimento foi assinado pelo GEAP, AEVB-MS (Associação Evangélica Brasileira), Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política e pelo arcebispo de Campo Grande, dom Vitório Pavanello.

De acordo com Trapp, qualquer manifestação contrária à homossexualidade será considerada crime. Ele lembra que um pastor, por exemplo, não poderá se manifestar contra a prática, que considera perversão sexual, em um culto. “Não estamos pregando contra o homossexual, mas contra a homossexualidade”, aponta. Segundo ele, desta forma, a liberdade de expressão é cerceada.

O requerimento, que conta inclusive com um parecer médico que reprova a homossexualidade, será entregue à Comissão de Direitos Humanos da ordem. Caso seja aprovado, o documento será avaliado pelo conselho da seccional da OAB.

Aline dos Santos