Alimentação preocupa o crescimento de obesos

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A taxa de obesidade bateu recorde histórico em todo o país, mais de 25% da população está obesa ou acima do peso. Esse índice tem crescido muito em diferentes idades desde crianças até idosos e diferentes classes sociais. Associado à obesidade tem aumentado o aparecimento de doenças como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, entre outras doenças relacionadas à alimentação.  O Ministério da Saúde divulgou que o aumento da obesidade e excesso de peso atinge tanto a população masculina quanto a feminina. Em 2011, 52,6% dos homens e 44,7% das mulheres estavam acima do peso. Entre os homens, o problema do excesso de peso começa cedo e atinge 29,4% dos que têm entre 18 e 24 anos. Entre homens de 25 a 34 anos, o índice quase dobra, chegando a 55%. Dos 35 aos 45 anos, o percentual é 63%.

 

 

Este aumento tem atingido as crianças e adolescentes, nestes casos o diagnóstico é mais alarmante 15% das crianças e 8% dos adolescentes sofrem com problemas de obesidade. De acordo com a nutricionista Franciele Moreira Falcão, muitos são os fatores que influenciam as alterações de peso. “O chamado estilo de vida ocidental, com grande acesso a quantidade de alimentos extremamente calóricos, associados à diminuição da pratica de atividade física, leva a um aumento de peso importante”, observou Franciele.

A vida corrida faz com que a população diminua suas horas de sono, “essa diminuição altera o metabolismo, onde o hormônio da saciedade reduz e o da fome aumenta, aumentando assim o apetite” destacou a nutricionista Franciele. Oito em cada dez adolescentes continuam obesos na fase adulta. As crianças costumam imitar os pais em tudo o que fazem, “se os pais têm hábitos alimentares errados, acabam induzindo seus filhos a se alimentarem do mesmo jeito” relatou Franciele.

Praticidade x Saúde

A modernidade atual contribui para este crescimento da obesidade, com sucos industrializados e salgadinhos cheios de conservantes. “Deve-se ter uma atenção redobrada com nossas crianças, pois é na infância que elas definem seus hábitos alimentares e na infância podemos prevenir uma população obesa”, aconselhou Franciele.  As indústrias alimentícias contribuem para esse aumento, no consumo de alimentos ricos em gorduras, açúcares, sódio, que são encontrados nos fast-foods, refrigerantes, alimentos processados como salsicha, bacon e outros embutidos.

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Segundo a nutricionista Franciele as gorduras tem um papel importante para alguns processos e estruturas do nosso organismo, mas em excesso se tornam extremamente agressivas. “O consumo das gorduras do tipo trans produzidas industrialmente para melhorar o gosto dos alimentos, que são extremamente prejudiciais à saúde”, apontou. Com o aumento desses alimentos, consequentemente, ocorre a diminuição da ingestão dos alimentos saudáveis, como os integrais, desnatados, frutas, legumes e verduras.

 

Para reverter esse quadro de excesso de peso e prevenir uma população futura obesa, é necessário uma reeducação alimentar, não apenas as “famosas dietas” que garantem uma perda de peso rápida, porem um ganho mais rápido ainda, deixando o conhecido efeito sanfona. Uma alimentação variada e bem balanceada é o começo de uma boa saúde, pois nenhum alimento tem tudo o que se necessita. “O organismo humano necessita de quase 40 elementos, incluindo proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais e as gorduras”, destacou Franciele. Para essa reeducação alimentar é de fundamental importância o auxilio de um nutricionista, ele vai te proporcionar uma alimentação saudável, equilibrada, saborosa e com todos os nutrientes essenciais para uma vida mais saudável.

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“Uma dica fundamental para evitar que nossos filhos sofram com excesso de peso é uma alimentação correta desde a infância, pois uma alimentação errada na infância os prejudicara sua vida adulta”, alertou Franciele. A obesidade é um problema grave e deve ser encarado com cuidado. Se você está ou conhece alguém que esteja acima do peso, procure ajuda médica. As causas da obesidade podem ter diversas origens desde hábitos irregulares até fatores genéticos e hormonais. Quanto mais cedo for tratado, maiores são as chances de cura.