Vídeo: Pr. César Moisés explica o papel do cristão na mentoria espiritual

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Na noite de 2 de abril, segundo dia da 19ª Escola Bíblica de Campo Grande, o Pastor César Moisés usou a história do patricarca Jó para mostrar como o crente pode e deve se posicionar diante das tribulações e das tentações.



Mentoria é instrução, ser liderado, ser dirigido, influenciado, guiado. Não existe ninguém que tenha autonomia de pensamento. Todos os nossos pensamentos são decorrentes da história de nossas vidas. Não há ninguém autônomo, donos de idéias essencialmente originais. Somos bombardeados com informações.

Qual será o nosso papel no drama existencial da humanidade? Somos meros coadjuvantes, fantoches de Deus ou do inimigo? Somos isentos de responsabilidades? Claro que Deus controla todas as coisas. Mas a soberania de Deus como doutrina exacerbada tem que ser equilibrada com Bíblia.

Tambem não enfatizemos o livre-arbítrio. Deus não está separado de sua criatura. Ele intervém na história. Quando Jesus andou na terra ele atendia todo tipo de pessoas. Ele não somente curou mas parava para ouvir as pessoas. Ele pára para ouvir a nossa oração. As pessoas aqui na terra são ocupadíssima e precisamos marcar audiência. Isso porque não possuem os atributos incomunicáveis de Deus tais como a onipresença e têm que atender um de cada vez. Atendem por ordem de importância. Mas Deus é paradoxal. Alguns ficam na fila muitos anos e outros só trabalham na última hora e recebm o mesmo salário. Não podemos julgar Deus. Não podemos entender a sua justiça.

Nosso papel não é o de protagonista absoluto. Há um papel que é ocupado, ou por Deus ou pelo inimigo de nossas almas. Desde o Éden, Ele não deixa o homem alheio e mostra para o homem que há limites. O homem pecou, desobedencendo a ordem de Deus. O homem pecou influenciado pela mulher e esta influenciada pelo diabo. Não existe autonomia para nós. Decidimos quem entra em nosso coração e quanto de intimidade espiritual queremos ter com Deus.

O livro de Jó traz a nós o sentido da teodicéia: a bondade de Deus em meio às coisas ruins que ocorrem.

Por que sofre o justo?

Quatro teologias que foram dadas para Jó por seus amigos que às vezes são dadas a nós quando sofremos. A primeira é dada por Elifaz e trata-se da justificação pelas obras. Se passo mal é porque mereço. Essa doutrina promove a distinção entre crentes bons, os "abençoados" visivelmente, e os crentes inferiores, que vivem em meio a lutas.

A segunda é dada por Bildade e refere-se à atual teologia da prosperidade. Se alguém sofre é porque não tem fé suficiente ou tem alguma maldição em sua vida. A culpa cai sobre a pessoa.

Zofar prega o deísmo, o seja, a existência de um Deus que não se preocupa em interferir na história do homem.

Por fim, Eliú traz a teologia da prova; o sofrimento vem para o aperfeiçoamento do sofredor. Deus permite a prova para no final fazer bem. Se eu não provoquei a luta por que estou passando, há uma finalidade pedagógica nisso. No fim Deus está ensinando para nós ou para alguém.

Na realidade, o sofrimento faz parte de um plano que redunde na glória de Deus em todos os níveis, inclusive na dimensão espiritual. Deus quer mostrar sua sabedoria a principados e potestades e elaborou um plano que redundou em louvor a sua glória. Nosso chamado é para que andemos de modo digno e coerente com a vocação a que fomos chamados. Fomos salvos não porque somos bons, mas pelo sangue de Jesus que nos tornou justos. Continuamos com a marca do pecado, mas fomos justificados pelo sangue de Jesus. Salvação não podemos produzir; somente Jesus Cristo pode, e a fé na aceitação de seu sacrifício glorioso. Somos pecadores, mas justos, justificados pelo sangue de Jesus.

Esse exemplo que Deus quer dar às potestades não acontecerá sem oposição. Somos mentoriados, ou pelo diabo ou por Deus. Se falharmos nisso Deus é que sairá prejudicado em seu projeto da humanidade. A vida cristã é uma luta direta com o poder demolidor da sedução do grande dragão no comando de principados e potestades.

Deus nos cria para provar que é possível vencer as tentações o pecado. A nossa própria vontade aliada à graça de Deus é que nos permite permancer no propósito da justificação que Deus elaborou. Não saiamos da presença dEle.

A quem nós ouvimos?

O único ser que prometeu dar tudo de bom para o ser humano não foi Deus. Quem prega essa prosperidade está a serviço do inferno. Há mensagens que são agradáveis mas não saíram da Palavra de Deus. É melhor ouvirmos o que Deus quer falar ainda que seja desagradável.

Jó experimentou a tribulação como forma de conhecer a Deus. A tribulação é Deus trabalhando em nossas vidas.

O diabo queria que Jesus caísse no mesmo pecado de rebelião. Mas é possível rejeitar a carne, o mundo e o pecado.