A queda de Tiro (Ez. 26)

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O Profeta Ezequiel, com suas particularidades, nos coloca frente a frente com a justiça divina, muitas vezes vista por nós como demorada. Deus é especialista em conceder oportunidades, inclusive aos mais terríveis de nossos inimigos. Isso nos leva a crises de fé, porém devemos sempre ver a misericórdia de Deus em tudo. Na comunidade cativa, à beira do rio Quebar, Ezequiel levantou-se, usado por Deus, para edificar uma nova história ao povo. Num momento de destruição total em Judá e a difícil Palavra de Deus cumprindo-se aos irmãos, setenta anos de cativeiro babilônico, Deus toma o profeta e anima o povo a prosseguir. Aliás, estavam daquela maneira porque haviam rejeitado a voz do Senhor. Judá em queda trazia muitas festas no arraial dos inimigo; afinal, uma potente nação, uma concorrência implacável, estava sendo encerrada. Assim achavam eles. Por isso, comemoração e mais comemoração, inclusive unidos, algo impossível alguns atrás.

Tiro, uma cidade fortalecida pelo comércio marítimo, rica, bela e orgulhosa, estava de vento em popa. Agora também iriam dominar o comércio terrestre; seu maior concorrente estava cativo.

Mas Judá era um povo de promessa. Deus havia dito na boca de Jacó: "Judá, a ti te louvarão os teus irmãos... o cetro não se arredará de Judá... a ele se congregarão os povos" (Gn 49. 8-12).

Mas, e agora? como ficava o povo? E as palavras do Senhor que não voltam ao céu sem que cumpram o ordenado? (Is 55. 11). Estava tudo contraditório.

Quantas vezes em nossas vidas tudo fica assim, não é mesmo? O inimigo vence, prevalece, faz a festa, zomba de nós e há aqueles que nos perguntam: "Onde está o seu Deus? E aquelas promessas que você tanto falava?"

Que situação constrangedora!

Porém, o Senhor permanece e dos céus assiste tudo. Como será que fica o coração de Deus em meio a tudo isso? Que coisa estranha, não é mesmo?

Em meio a um burburinho tremendo Deus toma o profeta Ezequiel e diz que vai derrubar Tiro e que todas as suas fortalezas virão ao chão; todos os seus amigos, todos os seus clientes, tudo irá ruir e o destruidor será Nabucodonozor, o líder-mor da Babilônia, cidade onde os irmãos estão cativos.

Isso aconteceu. Deus destruiu toda a fortaleza de Tiro em um prazo de quinze anos. Tudo veio ao chão. Os setenta anos se passaram, o povo foi liberto da escravidão, voltou para Judá e ouviu novas promessas como a de Ageu: "A glória desta última casa será maior que a da primeira" (Ag 2. 9). E os tiros, onde ficam? Todos destruídos, extintos, envergonhados incluindo seus amigos. E o povo do Senhor abençoado.

As promessas de Deus cumprem-se, independentemente das circunstâncias em que vivemos, independentemente das nossas falhas, que trazem a correção de Deus. Isso porque Ele nos ama. Uma grande promessa aconteceria, feita desde a queda do homem: o nascimento do Messias. Mas os inimigos não veriam a vitória de Judá.

Deus está trabalhando por você em meio à sua prova. Está difícil o cativeiro mas é um projeto de Deus para lhe aperfeiçoar. Confie, mude, deixe para trás as falhas, renuncie e acredite: Tiro vai cair e sequer verá a sua vitória.

Aleluias!!! Glórias ao nosso Deus!!!

Vem chegando mudanças. História nova. Tudo diferente e Tiro... já era!

Descanse no Senhor. "...Porventura, diria Ele(Deus) e não faria? Ou falaria e não o confirmaria?" Deus é Fiel!!! Acredite!!!


Pastor Francisco Barros
Santo André, 18 de março de 1008