Desvendando os Mistérios de Deus ao Misterioso Povo Cigano

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“Tu sabes Senhor, como eu te sirvo, quando estou debaixo dos holofotes. Sabes como falo de ti ardentemente na reunião das senhoras. Sabes com que entusiasmo eu promovo uma reunião de confraternização. Sabes do meu sincero fervor quando estou no grupo de estudo bíblico... Mas como será que eu reagiria se tu me desses uma bacia com água, e me pedisses para lavar os pés calosos de uma velhinha enrrugada, arqueada, todos os dias, todos os meses, num lugar recluso, onde ninguém visse e ninguém soubesse que eu estava fazendo aquilo? Como seria meu cristianismo?”

Estamos fazendo missões em Portugal. Leia neste portal o artigo “Porque fazer missões em Portugal”. Entre os muitos povos que habitam o país de Portugal, há também os ciganos. Leia ainda neste portal o artigo “Missão Transcultural: O Fenômeno Migratório em Portugal”. O apóstolo Paulo, seguramente um dos maiores missionários que o cristianismo já conheceu, nos ensina: “Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar”. (1 Co 9.26) Aprendemos com este estrategista missionário que precisamos ter alvos, metas, para podermos avaliar se estamos logrando êxito em nosso trabalho. Com isso quero dizer que entre nossos alvos missionários, o povo cigano também está incluído (veja algumas fotos). Mas não basta ter boa vontade para evangelizar os ciganos, é preciso conhecê-los; seus hábitos, sua cultura, suas crenças, suas costumes, seus rituais e observâncias, e etc. Via de regra são muito reservados nestas questões, pois são costumes observados desde há muito tempo e não estão dispostos a abrir mão, a não ser quando realmente convencidos pelo Espírito Santo. Ainda assim, o processo de discipulado e doutrinamento exige muitíssima paciência. Foi com o objetivo de conhecê-los melhor que empreendemos uma pesquisa a qual passamos a divulgar aqui, a fim de que venha tanto informar o leitor, especialmente o que investe em Missões, como também ajudar o(a) missionário(a) que tenha contato com o povo cigano, já que eles estão espalhados por muitos países neste do mundo afora.

Convém ressaltar que a essência deste material foi colhido de fontes distintas. Como a intenção primeira era apenas me inteirar sobre o a cultura deste povo para entender o seu comportamento com fins evangelísticos/missionários, na altura as fontes não foram catalogadas, mas com um pouco de paciência se encontra algumas pesquisas sérias sobre a etnia rom (cigana). Outrossim, este artigo, repito, trata-se de uma matéria missionária e não etno-antropológica. Portanto, a intenção não é debater o assunto, sobretudo se o discurso vier carregado de preconceitos. Como verás, há indícios de laços sangüineos do povo cigano com o povo judeu. Novamente, não estamos dispostos a discutir com os semitas ou seus simpatizantes. Dito isso, ajude-nos com suas orações a alcançar este povo tão discriminado e que andam errantes, como ovelhas sem pastor.

Breve Estudo Sobre a Etnia Cigana

Um estudo geral sobre os povos e tribos que habitam desde a India norte-ocidental até o Iran revela que quase todos eles, senão todos, mantém em suas tradições a crença de que seus ancestrais chegaram ali vindos do ocidente, normalmente relacionando tal movimento com os israelitas deportados ou com os contingentes de Alexandre Magno. É significativo o fato de que a maior parte de ambos os povos, judeus e rom (ciganos), encontraram um refúgio seguro na Europa escita-sarmática por muitos séculos: efetivamente, o centro de ambas as culturas foi a Europa oriental, particularmente Hungria e Rússia. O idioma romaní (idioma da etnia cigana) teria virtualmente desaparecido se os ciganos não se tivessem estabelecido nesses países, como está provado, a gramática romaní e grande parte do vocabulário se perderam na Europa central e ocidental, por causa de perseguições e proibição da manifestação da cultura cigana, da mesma maneira que aos judeus era proibido expressar o próprio judaísmo.

A estadia na Europa oriental inclusive determinou algumas características relativas ao vestir, de fato, o típico traje e chapéu que usam hoje os judeus ortodoxos ashkenazim pertence à nobreza polaca e báltica do final da idade média e período sucessivo. E não é muito diferente do traje e chapéu que usam os homens dos grupos rom mais "ortodoxos". Além do vestir, os ciganos normalmente usam costeletas abundantes, um aceitável substituto das "pe'ot" judaicas.

Premissas para esta hipótese:

Os aspectos espirituais e culturais do povo rom coincidem exclusivamente com antigas características hebraicas;

Os elementos relativos ao culto do fogo presentes na sociedade cigana implicam que o povo rom esteve estabelecido na Pérsia por um período suficientemente longo para havê-los adotado, e necessariamente antes da dominação islâmica, o que significa, antes de haver chegado à India;

Quanto ao idioma, é muito provável que os rom falassem já uma língua indiana antes de chegar à India e que essa língua tenha sido o hurrita, adotado durante os primeiros séculos do exílio na terra de Mittani.

As evidências

Há evidências que concernem ao povo rom, que são a chave para descobrir sua verdadeira orígem e permitem elaborar uma trajetória histórica. Eis algumas delas.

Credo: As crenças ciganas mostram as seguintes características:

Estrito monoteísmo, sem o mínimo indício de algum passado politeísta ou panteísta.

O caráter muito pessoal de Deus, Que é acessível e com Quem é possível dialogar e inclusive discutir (concepção hebraica) - não é inacessível como Alá.

A existência de um mundo espiritual que consiste em espíritos puros e impuros (concepção hebraica), que representam o bem e o mal e lutam constantemente - este conceito é originalmente hebraico, porém com uma marcada influência zoroástrica que é o resultado natural do exílio assírio/babilônico/persa e que se desenvolveu da mesma forma que o judaísmo cabalístico, mostrando uma evolução contemporânea da espiritualidade cigana e do judaísmo místico, no mesmo ambiente geográfico.

A crença na morte como uma passagem definitiva ao mundo espiritual (conceito hebreu). Não se encontra o menor indício da idéia da reencarnação.

A pessoa falecida é impura durante sua viagem ao reino das almas (conceito hebreu), e todas as coisas relacionadas com sua morte são impuras, como também o são seus parentes durante o período do luto (conceito hebreu). Maiores detalhes no tema seguinte, "marimé".

O destino final do cigano depois da morte é o Paraíso (conceito hebreu). enquanto que os gadjôs podem ser redimidos e ascender ao Paraíso se foram bons com os ciganos - uma idéia similar ao conceito judeu de "justo entre os gentis".

Estes parâmetros de fé vão mais além da religião "oficial" que os ciganos possam professar. Também há particulares complementares de natureza supersticiosa, todos os quais tem sua orígem no culto do fogo da antiga Pérsia. Alguns são válidos no interior da sociedade cigana, como por exemplo ter sempre o fogo aceso em casa, dia e noite, inverno e verão (uma tradição que mantem as famílias mais conservadoras, enquanto que em geral está evoluindo para o uso de um fogo "simbólico" como a televisão, sempre acesa mesmo que não a esteja vendo ninguém). Outros costumes se praticam só externamente, como a adivinhação, leitura das mãos, tarot, etc., em cujos poderes particulares os ciganos não crêem porém os usam como meio de ganho no mundo dos gadjôs (os gadjos estão para os ciganos como os gentios para os judeus). Isto foi aprendido dos magos e alquimistas da Pérsia, Egito e India.

Esta é indubitavelmente uma característica comum a todos os ciganos. a saber, esta sua natural inclinação para tudo que é fantástico ou maravilhoso. Soma-se a isso seu estilo nômade, o que favorece que em suas andanças, incorporarem toda sorte de crenças, não se fixando a uma religião determinada, mas assimilando ingredientes de todas elas.


Ao longo da história, foram associados às lendas dos lobisomens da Alemanha medieval, os morcegos-humanos que habitavam os Montes Cárpatos, as bruxas que agiam no interior da Inglaterra e da França, os montadores de bode, que agiam nos Países Baixos, os invocadores do demônio da Floresta Negra, os druidas da Grã-Bretanha, os fantasmas dos velhos castelos da Escócia, monstros fantásticos como os do Lago Ness e toda sorte de entes, duendes, gnomos e outros que povoam a imaginação das diferentes culturas por onde passaram.

Não obstante a esta realidade sincretista, há fundados motivos para pensar que os rom eram já cristãos desde o primeiro século d. c., quer dizer, antes que chegassem à India ou durante o primeiro período de sua estadia nessa região, e é a razão pela qual não adotaram nenhum elemento hinduista em suas crenças. acredita-se que os rom eram bem informados sobre o cristianismo quando chegaram à Europa, apesar de não haver tido a possibilidade de ler a Bíblia.

Há algo misterioso na espiritualidade cigana que nas últimas décadas os levou a uma aproximação genuína aos movimentos evangélicos (a forma do cristianismo mais próxima do judaísmo, sem santos nem culto de imagens) e neste período muitos ciganos estão dando um passo sucessivo para o judaísmo messiânico. Não existe nenhum outro povo no mundo que tenha experimentado um tal número de conversões, quase em massa, em tão pouco tempo. Contra toda probabilidade lógica, ciganos de distintos países e quase contemporâneamente, sem conhecer-se nem comunicar-se entre si, começaram a ler a Bíblia e formar suas próprias comunidades evangélicas. Agora existe a atividade missionária, porém é desenvolvida pelos ciganos mesmos e dirigida ao próprio povo. A maioria dos rom agora está abandonando práticas ancestrais originadas no culto do fogo e outras práticas proibidas pela Torá, como a adivinhação e outras coisas.

Uma conjectura factível (ressalto: uma conjectura) pode ser que a primeira aproximação ao cristianismo tenha que ver com os bíblicos "magos do oriente" que foram adorar ao infante Yeshua de Nazaré; evidentemente não eram simplesmente adoradores do fogo persas, mas pessoas que esperavam na promessa messiânica de Israel. Portanto, israelitas do antigo Reino de Samaria que nesse tempo estavam já completamente imersos no culto zoroástrico, porém esperando a redenção do próprio povo.

As leis rituais, "marimé"

O conceito cigano de "marimê" equivale à forma negativa do conceito judeu de "kosher"; o primeiro indica impureza ritual, o segundo se refere à pureza ritual. A parte esta diferença de ponto de vista, a essência é a mesma (é como dizer se o copo está metade cheio ou metade vazio). O que para os rom é marimê, não é kosher para um judeu, portanto ambos tomaram as medidas necessárias para não serem contaminados, ou se se referem à uma contaminação inevitável ou indispensável, ambos seguirão certas regras para purificar-se. Da mesma maneira que é a kashrut no judaísmo, as leis que regulam o marimê são um valor fundamental na sociedade romaní e determinam os limites do ambiente social e espiritual, e condicionam suas relações com o mundo exterior (a sociedade dos gadjôs). Os Rom classificam todas as coisas em duas categorias: "vuzhô" (=kosher, puro) ou "marimê" (impuro). Esta classificação concerne primeiramente ao corpo humano, porém se extende ao mundo espiritual, à casa ou acampamento, animais e coisas.


O corpo humano: as regras que regem as partes do corpo que devem ser consideradas impuras são exatamente as mesmas que encontramos na Torá (Lei de Moisés), em Levítico cap. 15. Quando as mãos foram contaminadas, devem lavar-se com um sabão separado e secar-se com uma toalha separada para tal fim. Distintos sabões e toalhas se devem usar sempre para as partes superior e inferior do corpo, e não podem ser intercambiados.

Roupas: Devem-se distinguir para serem lavadas separadamente, em diferentes recipientes destinados para cada categoria. As vestes impuras se devem lavar sempre no recipiente marimê, e os vestidos puros por sua vez se separam das toalhas e guardanapos, pois vão à mesa e tem seu próprio recipiente. As vestes do corpo superior e das crianças se lavam no recipiente vuzhô, os do corpo inferior no recipiente marimê. Todos as vestes da mulher são impuras no período das menstruações e se lavam com os artigos marimê. O único povo que aplica estas regras para lavar fora os ciganos são os judeus.

O acampamento: Antes da recente urbanização forçada, o lar romaní era o campo, muito mais que a casa. O campo goza da categoria de pureza territorial, pelo qual as necessidades fisiológicas se devem fazer fora do mesmo e das proximidades (ou eventualmente, os serviços higiênicos se constroem fora do campo); este é um preceito judaico (Deuteronômio 23:12).

Nascimento: O nascimento de uma criança é um evento impuro e deve ocorrer, quando possível, em uma tenda isolada próxima, fora do campo. Depois do nascimento, a mãe é considerada impura por quarenta dias e sobretudo na primeira semana: esta regra é exclusivamente mosaica, estabelecida na Torá - Levítico 12:2-4 -. Durante esse período, a mulher não pode ter contato com coisas puras ou realizar atividades como cozinhar ou apresentar-se em público, especialmente na presença dos anciães, e não pode assistir a serviços religiosos. São destinados pratos, xícaras e utensílios exclusivamente para ela, os quais se descartam passado o período de purificação, assim mesmo os vestidos e a cama que usou se queimam, e também a tenda onde ela habitou durante esses 40 dias. Esta lei é completamente desconhecida para todos os povos, exceto ciganos e judeus.

Morte: Como prescreve a Lei judaica, a morte de uma pessoa comporta impureza ritual para todos os familiares e todas as coisas que tenham sido involucradas nesse momento. Toda a comida que havia na casa do falecido deve ser jogada, e a família é impura por três dias. Devem-se observar regras particulares durante esses três dias, como lavar-se só com água para não fazer espuma, não pentear-se nem enfeitar-se, nem varrer, nem fazer furos, nem escrever ou pintar, nem tirar fotografias, e muitas outras coisas. Os espelhos devem ser cobertos. O acampamento onde ocorreu a morte é abandonado e transladado a outro lugar, ou se vende a casa aos gadjôs. A alma do defunto se crê que vaga por três dias para purificar-se antes de chegar a sua habitação final: isto não está escrito nas Escrituras Hebréias, porém é uma idéia comum entre algumas correntes místicas do judaísmo. O conceito que estabelece que o contato com o corpo morto implica impureza não se encontra em nenhuma tradição se não só na Bíblia (Levítico 21:1). Assim como está prescrito na Lei Judaica, também entre os rom é obrigatório que o corpo seja sepultado e não pode ser queimado.

Coisas: Podem ser marimê por natureza ou por uso, ou ser contaminadas por circunstâncias acidentais. Qualquer coisa que entre em contato com a parte inferior do corpo é impura, como sapatos, meias, etc., enquanto que as mesas são puras. As regras que concernem estas leis são descritas em Levítico 15 e outras Escrituras Hebraicas.

Animais: os ciganos consideram que os animais podem ser puros ou impuros, ainda que os parâmetros em base aos quais são classificados diferem dos hebraicos. Por exemplo, cachorros e gatos são marimê porque lambem a si mesmos, cavalos, asnos e todo animal de monta é impuro porque a pessoa se senta sobre eles, etc. Os animais impuros não se devem comer.

Espíritos: os espíritos maléficos são marimê, o que é um conceito judaico.

Leis matrimoniais

O noivado e as bodas ciganas se celebram da mesma maneira que se fazia no antigo Israel. Os pais de ambos os esposos tem um papel essencial quanto a definir o dote da noiva, e as bodas se devem realizar dentro da comunidade rom, sem participação das instituições dos gadjôs. No caso em que a mulher foge com seu homem sem o acordo dos pais, o casal é automaticamente reconhecido como casado, porém a família do noivo deve pagar um ressarcimento aos pais da noiva, normalmente equivalente ao dobro do dote; tal compensação se chama "kepara", uma palavra que tem o mesmo significado do termo hebreu "kfar" (Deuteronômio 22:28-29). O pagamento do dote por parte da família do noivo aos pais da noiva é um regulamento bíblico, exatamente o contrário dos povos da India, nos quais é a família da noiva que deve pagar à do noivo.

Há um preceito particular que deve ser observado para consolidar o matrimônio, o "pano da virgindade", que deve ser mostrado à comunidade depois da primeira relação sexual - este preceito está escrito na Torá, Deuteronômio 22:15-17. Logo, no caso de casais que fogem, já que tal prática carece de sentido, portanto não é observada.

Comportamento social

Assim como os judeus, os ciganos assumem distintos parâmetros de comportamento para as relações com sua própria gente e para a interação com os estranhos, de modo tal que se pode afirmar que a oposição rom/gadjôs e judeus/goyim são reguladas de maneira muito similar, quiçá idêntica em quase todos os detalhes. Uma vez que os gadjôs não conhecem as leis que concernem ao marimê, são suspeitos de ser impuros ou se supõe que o sejam; alguns rom nem sequer entram em casas de gadjôs - o mesmo costume existia no antigo Israel, e ainda é praticado pelos judeus ortodoxos. Os gadjôs que se fazem amigos dos ciganos são admitidos quando conhecem as regras e as respeitam de modo que não ofendam à comunidade, depois de ter superado algumas "provas" de confiabilidade. Por outro lado, as instituições dos gadjôs se usam como "zona franca", onde se podem realizar atividades impuras com segurança - um exemplo típico é o hospital, que permite evitar de montar uma tenda especial para o parto.
Cortesia, respeito e hospitalidade são obrigatórios entre os ciganos. Quando se cumprimentam cada um deve perguntar pela família do outro, desejando bem e bençãos para todos os membros. A própria apresentação inclui os nomes dos pais, avós e todas as gerações que se recordem - o nome e sobrenome civis não tem importância; os ciganos se chamam como no antigo Israel, A filho de B, filho de C, da família D.
As causas judiciais entre o povo rom se apresentam à assembléia de anciães, exatamente como na Lei Mosaica. A assembléia de anciães se chama "kris", e é uma verdadeira Corte de Justiça, cujas sentenças devem ser obedecidas, do contrário a parte inobservante pode ser excluída da comunidade romaní. Os sentimentos e tendências ciganas devem ser levados sériamente em conta, porque correspondem à uma herança psicológica ancestral que se transmitiu de geração em geração, de maneira subconsciente, porém reclamando as próprias orígens. Os ciganos gostam muito da música do Oriente Médio. Na Europa oriental, a maioria das expressões musicais são ou judias ou ciganas, e muitas vezes a mesma obra é atribuida ou a uma ou a outra destas duas tradições. Entre outros aspectos, os rom tem uma grande habilidade comercial e aqueles que escolhem inserir-se profissionalmente na sociedade dos "gadjôs", preferem as mesmas carreiras que escolhem os judeus (provavelmente por motivos relacionados com as leis de pureza ritual, que não permitem que se exercite qualquer tipo de trabalho).

Comentários colhidos sobre o povo rom (ciganos):

«O termo "o Devel", que em romanês significa "o Deus", se diz que deriva do sânscrito "Deva". A mesma palavra em hebreu é "EL". Quando os israelitas chegaram à India, um país com muitos deuses, tendo cada um seu nome, eles recordavam que o seu Deus se chama EL (o Nome inefável de Deus não podia ser pronunciado, portanto O chamavam simplesmente "Deus", EL), então disseram que adoravam a "Dev-EL", ou seja, "o Deus chamado EL". De fato, todo nome hebreu terminado em "el" tem a ver com a palavra Deus, e o fato que os rom O chamam "Devel" - ou a forma abreviada "Del" - pode ser na realidade hebreu». Lolya le Yonosko, ande'l Chaykoni (Argentina, traduzido do romanês)

«Para não ignorar a sabedoria local, a primeira coisa que fiz na India foi perguntar a quantas pessoas me foi possível, se sabiam ou tinham ouvido falar de onde vinham os Ciganos da India. Quase sem exceção, me disseram: "nossos Ciganos vieram de Israel"». (Paul Polansky).

Pr. Samuel S. Silva é Articulista, Teólogo e Pedagogo. Prfº de Teologia Sistemática. Prfº da COMACEP (Comiss. para Ação Educativa Evang. nas Esc. Públicas). Membro da CGADB. Missionário credenciado pela SENAMI. Pastoreia a Ass. De Deus Missões – ADM em Almada, Portugal. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.