Os propósitos de Deus e o destino dos homens que aceitam Cristo como Salvador e Senhor

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Texto Bíblico:
Ef 2.11-19

INTRODUÇÃO

A humanidade está dividida espiritualmente em três grupos: Os Judeus, os Gentios e a Igreja de Deus (1 Co 10.32).

Este último grupo é composto pelos redimidos em Cristo Jesus. E´ Ele quem estabelece a diferença nessas categorias.


DESENVOLVIMENTO

Da Diáspora de Caim quando ele se tornou fugitivo e vagabundo após a morte de Abel, até Noé entrar na arca, havia duas vertentes da humanidade – os filhos de Deus e os filhos dos homens (Gn 6.2).

Olhando do ponto de vista espiritual de Noé até a vocação de Abraão, havia um só povo, pois todos estavam mergulhados nas mais densas trevas do paganismo que assolava a humanidade desde Babel.

As três grandes raças em que se dividiu a humanidade depois do dilúvio quando a terra foi desolada pelas águas julgadoras, Deus preservou apenas uma família – a de Noé, de quem Deus dera testemunho: “Te hei visto diante de mim nesta geração” (Gn 7.1).

Nos três filhos de Noé, rapidamente se desenvolveu a mesma distinção que se via no mundo anterior ao dilúvio.

Em Sem, Cão e Jafé, que se tornaram os progenitores da raça humana pós-dilúvio, estava prefigurado o caráter de sua posteridade.


A PROFECIA DE NOÉ

Falando por inspiração divina Noé predisse a história das três grandes raças que se originariam desses pais da humanidade.

Seguindo a linhagem de Cão por meio do filho, em vez do pai, declarou Noé: “Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos” (Gn 9.25).

Cão mostrou que a referência filial tinha sido repelida da sua alma. E revelou a impiedade a vileza de seu caráter.

Essas más características se perpetuaram em Canaã e sua posteridade, atraindo o juízo de Deus.

Mas pela reverência de Sem e Jafé por seu pai e pelos estatutos divinos, foi prometido um futuro brilhante aos seus descendentes..

Com relação a esses filhos foi declarado: “Bendito seja o Senhor Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo” (Gn 9.26,27).

Da linhagem de Sem deveria sair o povo escolhido do concerto de Deus, do Redentor prometido.

Jeová era o Deus de Sem. Dele descenderia Abraão e o povo de Israel, por intermédio do qual Cristo devia vir. “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” Sl 144.15).

Jafé habite nas tendas de Sem, seus descendentes deviam participar das bênçãos do Evangelho.


A VOCAÇÃO DE ABRAÃO

Pouco tempo depois do dilúvio a idolatria surgiu entre os homens, principalmente entre os descendentes de Cão.

Com o tempo os descendentes de Jafé e até os descendentes de Sem se tornaram adoradores de ídolos e depois da dispersão de Babel a idolatria tornou-se universal.

O Senhor deixou que aqueles homens maus seguissem seus caminhos, enquanto escolheu Abraão, da linhagem de Sem.

Abraão tinha crescido em meio á superstição e paganismo.

Mesmo a casa de seu pai pela qual o conhecimento de Deus tinha sido preservado estava a entregar-se às influências sedutoras que os rodeavam e serviram a outros deuses (Js 24.2). Mas a verdadeira fé não devia se extinguir.

Deus sempre preservou um remanescente para o servir: Adão, Sete, Enoque, Matusalém, Noé, Sem, em linha ininterrupta preservaram de época em época o conhecimento de Deus e guardaram os seus conceitos.

O filho de Terá se tornou herdeiro destes sagrados oráculos.

Fiel entre os infiéis, incontaminado pela apostasia prevalecente, com perseverança apegou-se ao culto – ao único e verdadeiro Deus (Sl 145.18).

Deus comunicou sua vontade a Abraão e lhe foi feita a promessa de uma posteridade numerosa e de grandeza nacional.

E ainda acrescentou: “Em ti serão benditas todas as nações da terra” (Gn 12.2,3).
Mas como primeira condição de cumprimento, um sacrifício foi exigido, uma prova de fé (Gn 12.1), para que pudesse se tornar guardador dos oráculos divinos.

Abraão devia desligar-se das relações de sua vida anterior.

A influência de parentes e amigos eram incompatíveis com a comunhão que o Senhor queria ter com o seu servo.

Habitando entre estranhos seu caráter devia ser peculiar (Hb 11.8).

Aquela obediência de Abraão é uma das provas de fé mais notáveis de toda a Bíblia.
Para ele a fé era o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem (Hb 11.1).


ESPIRITUALMENTE SURGE UM POVO: O POVO DE DEUS

Assim em Abraão se formou uma nova raça do ponto de vista espiritual.

Mais tarde os que não pertenciam aos herdeiros da promessa feita a Abrão foram chamados de gentios, nome que designava todas as nações, exceto os israelitas (Is 49.6; Rm 2.14: 3.29).

Por ter sido dada a eles as revelações divinas, Israel desprezou os gentios, esquecendo-se que sua escolha tinha um fim que era servir de luz para os gentios (Is 49. 1-6)

Os gentios também estavam incluídos na promessa (Is 2.2-4; Am 9.12; Zc 9.7).

O apóstolo Pedro instruído pela visão divina foi a Jope. Rompeu com essas tradições.

Foi visitar Cornélio que era um gentio entrou em sua casa e comeu com ele, o que veio servir de escândalo para os judaizantes (At 10.28; 11.3).

E quando anos mais tarde o apóstolo Paulo em pé junto a torre Antonia, declarou que Deus o havia escolhido para pregar o evangelho aos gentios, as multidões diziam: “Tira do mundo tal homem porque não é justo que viva” (At 22.21,22)


JUDEUS

Nome que designava os filhos de Judá, tribo ou reino (2 Re 16.6; 25.25).

Com o tempo este nome tornou-se extensivo aos indivíduos da raça hebréia que voltaram do cativeiro, e atualmente, se refere a qualquer indivíduo dessa raça espalhada pelo mundo (Et 2.5; Mt 2.2).

A atual situação desse povo é uma confirmação das profecias (Lv 26.33,39; Dt 4.27; 28.25,36,37,64-68).

A Igreja é um povo chamado para fora de uma raça nova e selecionada.

A igreja não é gentia nem judaica.

Ela é Igreja de Deus – Ela é um novo homem (Ef 2,15); é o corpo de Cristo (Ef 1.22); é o templo do Espírito Santo (Ef 21.22); é composta dos eleitos (Ef 1.4) que estão destinados a receber as bênçãos celestiais.

A Igreja é a plenitude de Cristo. Ela é composta de judeus e gentios (Ef 2.11-16; 1 Co 10.32).


COMO SERIA POSSÍVEL UM GENTIO ENTRAR NA FAMÍLIA DE DEUS

Além de Sara sua mulher e Ló, seu sobrinho, foi com Abraão muitos servos e servas que lhes acrescentaram em Harã (Gn 12.5).

Entre esses servos estava o mordomo Eliezer e mais tarde sua serva Agar.

Isto já mostrava a amplitude da misericórdia de Deus para com os povos gentílicos. “Em ti serão benditas todas as nações da terra”.

Durante a formação das tribos, os filhos de Jacó se casaram com mulheres cananéias:

Judá foi pai de dois filhos com Tamar, uma cananéia – Perez e Zerá (Gn 38.15-30).

José casou-se com uma egípcia – Asenate, filha de Potifera, sacerdote de Om (Gn 41.45).

Mas na história do povo de Deus há casos na Bíblia que chama a atenção.

Como pôde ser que Calebe, um filho de Quenezeu, se tornou um dos maiores líderes da tribo de Judá? Pois Calebe era filho de Jefoné o Quenezeu (Nm 32.12; Js 14.6,16).

Não se sabe como começou o relacionamento com Israel. Mas o certo é que em Números 13.6, Calebe já aparece como um dos principais líderes da tribo de Judá.

Alguns pensam que sua família subiu do Egito com os filhos de Israel quando partiram de Ramessés (Ex 12.37,38).

Sua integração a tribo de Judá aparece gradativamente em Josué 15.13; 14.6-15.

Mais tarde, vamos encontrar Calebe sendo ligado genealogicamente a tribo de Judá.

O filho de Jefoné torna-se filho de Esrom – filho de Perez – Filho de Judá (1 Cr 2.18) e irmão de Jeramieel (1 Cr 2.42).


CONCLUSÃO

Por isso o apóstolo Paulo escrevendo aos Efésios declara: “Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranho aos concertos da promessa não tendo esperança e sem Deus no mundo. Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e derrubando a parede de separação que estava no meio desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e, pela cruz, reconciliar ambos com deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto, porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo espírito. Assim já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadão dos santos e da família de Deus” (Ef 2.19).





Assessoria pedagógica: Missionária Laudicéa Barboza da Silva