
Texto Bíblico: Lc 1.31-35; 1 Tm 3.16; Lc 2.40-51
INTRODUÇÃO
Jesus Cristo é o verbo divino que se fez carne. Ele não é metade Deus e metade homem. Ele é plenamente Deus e plenamente homem. Na encarnação não houve nenhum acréscimo à sua natureza divina. Mas o verbo adquiriu uma natureza humana que não possuía antes da encarnação. Ele não é meramente um homem que possui certas qualidades divinas dentro de si, nem o Deus que possui algumas qualidades humanas. Mas ele é perfeitamente Deus e perfeitamente homem. Possui ambas as naturezas, a divina e a humana.
Jesus é cem por cento Deus e cem por cento homem.
“E o verbo se fez carne e habitou entre nós e vimos a sua glória como a glória do Unigênito do Pai, cheia de graça e de verdade” Jo 1.18.
NATUREZA HUMANA E NATUREZA DIVINA DO REDENTOR
A forma como Deus trabalhou para que houvesse a encarnação do Filho, é um mistério incompreensível e dela não podemos falar com absoluta propriedade, pois muitas coisas dessas duas naturezas unidas estão escondidas de nós.
O apóstolo Paulo faz referência às duas naturezas do Redentor (sem usar a palavra natureza – Rm 1.3,4; 9.5).
Segundo a sua divindade foi designado Filho de Deus – segundo o Espírito de Santidade.
Segundo a sua humanidade era descendente de Davi, nascido da virgem, de quem adquiriu a natureza humana.
Cristo foi declarado Filho de Deus em poder – uma declaração solene..Sl 2.7 – “Recitarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu filho, eu hoje te gerei”.
Ele é filho de Davi segundo a sua humanidade e Filho de Deus segundo a sua divindade.
Em Romanos 9.5 o apóstolo Paulo mostra de forma bem clara as duas naturezas do Redentor. A natureza humana de Jesus está evidente em ele descender dos judeus. Ele era da linhagem de Davi. Depois o apóstolo diz que aquele mesmo Jesus que descende de Davi segundo a carne é Deus bendito para todo sempre.
Ao lermos com atenção Lc 1.31-35, podemos analisar nestes versos algo muito especial com respeito às duas naturezas de Cristo.
O Ser que ia nascer de Maria era uma pessoa, chamada Jesus. Lc 1.31 – “Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus”.
Uma pessoa com duas naturezas haveria de nascer de Maria, porém, esse ser pessoal deriva sua personalidade e sua natureza divina de Deus, mais, sua natureza humana de Maria. Acrescenta o evangelista: “Ao completarem-se-lhe os dias ......” Lc 2.6,7.
A criança receberá o nome – Jesus. “.......Salvador do seu povo” Mt 1.21.
Ele seria chamado Filho do Altíssimo e Filho de Davi – Lc 1.32. De acordo com este texto Jesus teria uma dupla paternidade, segundo cada uma das duas naturezas.
Ele é chamado Filho do Altíssimo porque veio do seio do Pai – Jo 1.18. Isto indica a sua procedência divina e pré-existente do Redentor.
Antes da natureza humana se unir a divina o Verbo já era Filho do Altíssimo, mas, só depois do seu nascimento de Maria, os homens o reconheceria como o Redentor, como o Filho do Altíssimo. Esse texto revela o caráter pré-existente do Redentor quanto à sua natureza divina.
Filho de Davi. Jesus era da linhagem de Davi. Rm 1.3. Essa pessoa com duas naturezas haveria de reinar para sempre – Lc 1.33. “Reinará sobre a casa de Jacó e o seu reino não terá fim”. Esta função é comparada somente ao ser divino (1 Tm 1.17; 6.16).
Duas naturezas unidas numa geração misteriosa. Lc 1.34,35 – “E disse Maria ao anjo: como se fará isto, visto que não conheço varão”?
Aqui duas naturezas se uniram. A que veio de Deus e a que veio de Maria.
(Vere Deus ete vero homo – verdadeiro Deus e verdadeiro homem).
O INFANTE JESUS
Os evangelhos registram três características da vida de Jesus na sua infância e juventude:
Jesus crescia em estatura (crescimento físico).
Jesus crescia em graça (crescimento espiritual).
Jesus crescia em sabedoria (crescimento intelectual). E isto para com Deus e com os homens (Lc 2.52).
Segundo o costume Jesus foi circuncidado ao oitavo dia, quando lhe deram o nome Jesus (Lc 2.21; Lv 12.3). Este era um trabalho feito pelo próprio pai (Gn 17.23; 21.4).
Quando Jesus tinha quarenta dias de nascido José o levou ao Templo (Lc 2.22). Lá conheceram um ancião que lhes disseram quem era aquela criança (Lc 2.28-32), e também a profetiza Ana que falava abertamente acerca do menino Jesus (Lc 2.36-38).
Com 1 ano aproximadamente Jesus foi levado por seus pais para o Egito (Mt 2.13-18).
A Bíblia em Ordem Cronológica apresenta o nascimento e infância de Jesus na seguinte ordem:
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Nascimento de Jesus (Lc 2.1-6; Mt 1.25).
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1º. de abril do ano 5 a. C.
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Louvor dos Anjos (Lc 2.8-20).
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Circuncisão de Jesus (Lc 2.21).
-
8 de abril do ano 5 a. C.
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Apresentação no Templo (Lc 2.22.38).
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11 de maio do ano 5 a. C.
-
Visita dos Magos (Mt 2.1-12).
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Ano 4 a. C.
-
Fuga para o Egito (Mt 2.13-17).
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março do ano 4 a. C.
-
Raquel chora por seus filhos (Mt 2.18).
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13 de março do ano 4 a. C.
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Volta do Egito para Nazaré (Mt 2.21, 23, 39).
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Ano 3 a. C.
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Infância em Nazaré (Lc 2).
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Jesus vai a Jerusalém aos 12 anos (Lc 2.41-50).
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Abril do ano 8 d. C.
-
Mais 18 anos vividos em Nazaré
-
Do ano 8 ao ano 25 d.C.
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