Jesus Cristo - verdadeiro Homem, verdadeiro Deus

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Estudo Bíblico:
“Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”

Texto Bíblico: Mt 16.13

Pr. João Barbosa da Silva – ADM Lisboa

INTRODUÇÃO:

Estamos vivendo uma época em que as pessoas se referem a Cristo como um personagem histórico, semelhante a alguns fundadores de alguma religião oriental, ou como um personagem místico, e em alguns casos como um (mítico).

Nos dias em que vivemos, ter o conhecimento do Senhor Jesus Cristo que é o escopo e o centro de todas as revelações divinas nas Escrituras – pois tudo que as Escrituras revela de algum modo está relacionado com a Pessoa e Obra do Senhor Jesus Cristo.

Por isso ao escrever aos Corintios Paulo afirmou: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (1Co 2.2). Para os judeus a mensagem do Cristo crucificado era um escândalo, para os gregos era uma loucura, mas para Paulo a mensagem do Cristo crucificado era poder de Deus e sabedoria de Deus (1.Co 1.23).


DESENVOLVIMENTO:

1. A pergunta de Cesaréia

Nos dias do ministério terreno de Jesus, por tudo quanto o Mestre operava, havia algumas opiniões decorrentes acerca da pessoa de Jesus. Em todas as cinco regiões que estava dividida a Palestina do seu tempo: Judéia, Galiléia, Samaria, Ituréia e Peréia. Como Jesus sempre se intitulava como o “FILHO DO HOMEM” – onde Jesus chegava o povo perguntava: Quem é esse Filho do Homem? (Jo 12.34).

O Evangelista Mateus apresenta esta expressão Filho do Homem trinta vezes, Marcos quinze, Lucas vinte e cinco, João doze vezes. Esta designação com referência a Cristo apareceu uma vez em Atos 7.56; duas vezes em Ap 1.13; 14.14.

Havia uma opinião entre o povo que Jesus podia ser João Batista, outros Elias, e outros Jeremias ou um dos profetas. Esta era a opinião decorrente. Mas quem segue a Jesus precisa ter uma opinião firme sobre quem é Jesus.

Esta é a opinião do povo, mas qual é a nossa opinião acerca do Filho do Homem? Vocês que andam comigo quem direis que Eu sou? Simão Pedro tomando a palavra disse. Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo (Mt 16.13-16).

Jesus respondendo-lhe disse: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai que está nos Céus. Naquele momento o E.spírito Santo revelou a Pedro tanto a humanidade como a divindade de Jesus (Mt 16.17). Pois ninguém será capaz de dizer que Ele é Senhor senão pelo Espírito Santo (1 Co 12.3). E Paulo acrescenta: “Evidentemente grande é o mistério da piedade: aquele que foi manifestado na carne, foi justificado em Espírito, visto por anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima na glória (1 Tm 3.16).



2. Deus Filho – Seus nomes

O Salmo 45.17, diz acerca de Jesus Cristo: “Farei o teu nome lembrado de geração em geração, pelo que os povos te louvarão eternamente”. Por causa de tudo que está revelado no nome do Messias ele será louvado em todas as gerações. A soma total de todos os seus nomes, seus títulos e suas designações descritivas por causa de sua encarnação sua obra na redenção e seus múltiplos relacionamentos, os números de seus nomes excede aos do Pai, e doEespírito e de todos os anjos até onde são revelados.

Podemos concluir que quase toda verdade essencial residente na segunda pessoa da Trindade será expressa em algum nome específico, como por exemplo: EMANUEL – fala de sua encarnação; JESUS – fala de sua salvação; FILHO DO HOMEM – de sua humanidade; FILHO DE DEUS – de sua divindade; SENHOR – de sua autoridade; O FILHO DE DAVI – de seus direitos ao trono; FIEL E VERDADEIRO – de suas manifestações.

Jesus foi declarado humano por seus nomes. Como diz as Escrituras aos Hebreus: “Por isso convinha que em todas as cousas se tornasse semelhante ao irmãos” (Hb 2.17). Os nomes de Jesus tanto declaravam sua humanidade como sua divindade.

3. O nome Jesus

Jesus é o seu nome humano. Está relacionado com sua vida humana, o seu corpo, a sua morte e a glória alcançada e concedida por causa de sua glória redentora. (Fp 2.5-8). Por diversas vezes Jesus foi chamado de o homem Cristo Jesus e cerca de oitenta vezes ele foi chamado de “O Filho do Homem”. Este título foi o nome com que mais freqüência ele mesmo se deu. Foi como se do ponto de vista divino, o aspecto humano de sua pessoa fosse o que mais precisava ser revelado.

4. A KENOSIS – Fp 2.5-8

Ao fazermos uma leitura atenta dos Evangelhos podemos que ver que os atributos divinos de Jesus continuavam com Ele e em plena atividade. Isto é provado em muitas passagens dos Evangelhos. O apóstolo Paulo mostra claramente como Cristo se esvaziou de sua glória e não de seus atributos divinos. Quando se encarnou, Jesus não renunciou suas funções e atributos divinos. Em todas as épocas da Igreja em que houve grandes avivamentos, esse princípio foi defendido à luz da Bíblia. Na pessoa de Cristo uma nova realidade se constitui quando foi acrescentada a sua humanidade, aquilo que desde a eternidade tem sido sua divindade irredutível. AQUI ESTÁ O ÂMAGO DA KENOSIS.

Da glória eterna que pertence só a Deus, o Logus se esvaziou para a morte de um réu na cruz. Mesmo na cruz ele não perdeu sua divindade. A passagem de Lc 23.39-43 mostra claramente que mesmo na cruz Ele era homem e era Deus.

A Condescendência

E’ impossível calcular a extensão da transição da glória mais elevada nos Céus para a esfera dos homens (Hb 10.5-7).

Forma de servo – semelhança de homem

Antes de o Logus se tornar homem nunca ninguém viu Deus, mas o Logus encarnado, esse o fez conhecer (Jo 1.18; 10.30; 14.7-11; Mt 11.27).

6. Deus Filho – União Hipóstática

União Hipostática significa o modo de ser pelo qual qualquer existência substancial recebe uma individualidade independente e distinta. Assim podemos deduzir que uma união de caráter hipostático é uma união de naturezas que dentro de si mesmas são independentes e distintas. Essa expressão só pode ser aplicada a Cristo pois só nele existe a união de duas naturezas.

*O Pastor João Barbosa da Silva é o pastor da Assembléia de Deus - Missões em Lisboa, Portugal