Quem criou o mal?

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Quero compartilhar a experiência que tive ao receber uma mensagem por e-mail. Hoje é normal todos nós enviarmos e recebermos lindas mensagens que servem para melhorar a auto-estima, para divulgar alguma coisa ou propagar algo para conhecimento público. Recebi uma mensagem que me chamou muito a atenção.

Ela relata a resposta dada por um aluno cristão a seu professor ateu, que abriu um debate em classe quanto à existência do mal no mundo. O aluno faz uma defesa, que para aqueles com pouco conhecimento bíblico, parece lindíssima e muito boa de ser lida, aprendida e enviada a todos os amigos, cristãos e não cristão. Só que, infelizmente, o ensino repassado está errado, uma vez que contraria a Palavra de Deus. Uma parte do texto diz: "O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal."
Eu pergunto:

Vamos ler a Palavra?

As pessoas têm um conceito limitado sobre o “mal“, ou seja, definem somente como coisas ruins praticadas pelos homens, tais como: roubos, crimes, guerras em todas as partes do mundo. AURÉLIO (o Dicionário) traz essa definição de mal em SEGUNDO PLANO com as seguintes palavras: contra a virtude, o bem, a justiça, o direito, a probidade, a moral, as boas normas.

Mas o mal não é somente isso, é tudo aquilo que podemos definir como algo ruim que nos aconteça e, não necessariamente, somente aquilo que o homem pratica com objetivo de prejudicar a outrem ou o que o inimigo de nossas almas faz contra nós. AURÉLIO traz essa definição em PRIMEIRO PLANO - aquilo que é nocivo, prejudicial, mau; aquilo que prejudica ou fere; aquilo que se opõe ao bem, à virtude, à probidade, à honra; estado mórbido, moléstia, enfermidade, calamidade e outros.

Dessa forma, temos de analisar, pela Palavra, que Deus, o único Deus e Senhor Todo-Poderoso, é também o criador do mal e Ele o faz com único e exclusivo objetivo de praticar a justiça e o juízo, a fim de que o bem prevaleça sempre, nos céus e na terra.

Continuemos com as leituras bíblicas:


Resumindo, o homem, logo que foi criado, recebeu da parte de Deus, um presente maravilhoso, como prova do Seu amor, obteve o livre arbítrio, ou seja, a oportunidade de escolher o que deseja fazer: o bem ou o mal. Só que, quando escolhe o mal, ele pratica a perversidade, a iniqüidade, e assim peca contra o seu Criador. Dessa forma, Deus precisa se utilizar do mal para que a justiça prevaleça. Logo, não podemos nos esquecer da lei da semeadura "aquilo que o homem plantar, isso colherá."

Quando Adão estava no Éden, Deus lhe deu escolha: a vida (árvore da vida, dando-lhe vida eterna) ou a morte (árvore do bem e do mal). Infelizmente, ele escolheu a morte. Por causa disso, temos a morte como salário do pecado.

É comum ouvirmos pessoas perguntam que Deus é esse que permite crianças morrerem de fome; e furacões, terremotos, doenças, pestes matarem milhões. Entretanto, a Bíblia nos diz que a própria natureza geme e suporta angústias até agora, pois ela foi arrastada para o mal com a queda do homem (Rm8.22). Jeremias diz: "Até quando estará de luto a terra, e se secará a erva de todo o campo? Por causa da maldade dos que habitam nela, perecem os animais e as aves; . ." Jr 12.4. Assim, O MAL NÃO É AUSÊNCIA DE DEUS, pelo contrário, ele nos revela que há um Justo Juiz e, tudo que sofremos na terra são conseqüências de péssimas escolhas.

Esse é um tema que poderíamos comentar por horas, escrever muito sobre ele e ler diversos versículos bíblicos. Poderíamos ainda discutir cada definição do mal, os problemas do mal, lei da semeadura, juízo, justiça humana e divina, indagações dos profetas como Habacuque, Jeremias, e outros sobre a demora de juízo, bem como outros temas ligados ao assunto. Mas espero que essas poucas linhas sirvam para que venhamos a ter mais interesse pela Bíblia, a fim de sabermos falar melhor da nossa fé e do nosso Deus.

Para concluir, deixo uma indagação. A tradução para a língua portuguesa de Salmos 1:2, feito por judeus, diz o seguinte: “mas, ao contrário, se volta para a Lei do Eterno e, dia e noite, a estuda.” Muitas das nossas traduções bíblicas dizem “medita“. Por esse motivo aprendemos somente a meditar, no sentido de refletir. O versículo 3 afirma: aquele que estuda “será como a árvore plantada junto ao ribeiro que produz seu fruto na estação apropriada e cujas folhagens nunca são como o feno que o vento espalha”. Será que temos estudado a Palavra para sermos árvore junto ao ribeiro ou estamos apenas fazendo reflexões com pouco aprendizado?