Comunicar é preciso

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O homem é um ser social e tem inclinação natural a pertencer a um determinado grupo social. É fato que nunca na história da humanidade se viu tantas pessoas vivendo enclausuradas. Parece que não há mais prazer no relacionamento com o próximo, em conversar com alguém, e não estou falando de conversar pelo WhatsApp ou pelo Facebook, estou me referindo ao sentar-se frente a frente, ouvir e ser ouvido. Até mesmo dentro das igrejas é possível perceber esse esfriamento na relação de amizades. Muitos se relacionam apenas se houver o fator chamado “conveniência”. Um exemplo desse distanciamento das pessoas é o jogo Pokemon Go, desde o seu lançamento no Brasil, se tornou a mais nova febre entre os jogos de celular, apesar de, na China, este game foi proibido. O jogo utiliza a câmera e dados de localização, permite a troca de Pokémons com outros usuários e até batalhas com realidade aumentada. E talvez aí esteja o perigo. Se, antes do lançamento do game, o uso de celulares já abria precedente para que muitas pessoas se desconectassem da realidade usando diversos aplicativos, o novo jogo parece elevar esse problema à última potência.

Os debates sobre Pokémon Go se acaloraram desde que o jogo foi lançado mundialmente, em julho. Os críticos afirmam se tratar de mais um aplicativo espião a serviço do imperialismo norte-americano. Do outro lado, os defensores acreditam que o jogo oferece novas maneiras de fazer com as pessoas se relacionem com a cidade e os espaços públicos. Por mais que o jogo, como dizem os seus criadores, seja uma ferramenta que pode ajudar pessoas com problemas sociais a se sentirem melhor, pois as faz sair para as ruas em busca das criaturas do game, talvez o risco de se desconectar totalmente da realidade não valha a pena.

O valor do diálogo nos relacionamentos

Quando olho para a Bíblia Sagrada e para Jesus, vejo algo totalmente diferente do que acontece hoje no que tange a tratar e se relacionar com pessoas. Jesus se relacionava com pessoas não por interesse, mas por que as amava. Não importava se era um discípulo que reclinava a cabeça em seu peito ou se era uma mulher flagrada em adultério. Jesus não olhava de cima para baixo para, absolutamente, ninguém.

Jesus não apenas quer que nos relacionemos melhor como também que estendamos a mão para pessoas que carecem de amor. Que nós possamos olhar para aquele que nos deu o melhor dos exemplos. Se cerque de pessoas, converse e cultive amizades verdadeiras e siga o exemplo de Cristo.