Vivendo em Obediência

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Todos nós conhecemos a história de Jonas, um dos profetas mencionados no Antigo Testamento que viveu uma experiência impactante, sem precedentes. Esta experiência tem início com uma convocação. Em determinado momento de sua vida Jonas recebe o seguinte direcionamento do Senhor: “Vá para Nínive e pregue a mensagem ali”. Certamente este destino não tem muito significado para nós, pois esta cidade e as características de seus habitantes são desconhecidas para muitos de nós. Nínive era a capital do Império Assírio. Era uma cidade poderosa, com palácios e templos magníficos, ruas largas e muralhas maciças. O profeta hebreu Naum se referiu a ela como a “cidade de derramamento de sangue”.

 

Era na capital deste império extremamente violento que Deus queria que Jonas pregasse uma mensagem de condenação. Sua rota já estava marcada. Numa primeira leitura deste livro corremos o risco de nos impressionar tanto com o fato de Jonas passar três dias dentro do ventre de um peixe que desprezamos algumas pérolas existentes neste relato.

A primeira delas, é o fato de encontrarmos neste livro um Deus Todo Poderoso que fala com um simples ser humano. Isto é um privilégio inigualável e que não está limitado ao tempo de Jonas. Este Deus falou com Jonas e ainda fala conosco. Sua voz pode ser ouvida ainda hoje por homens comuns, pois o mérito não está na perfeição humana nem na capacidade de seus ouvidos, mas na infinita Graça e Misericórdia deste Deus Todo Poderoso. Esta afirmação pode gerar uma pergunta: Porque parece ser tão difícil ouvir Deus? Somos uma geração marcada por muitas vozes, muitos sons, ou seja, temos muitas opções de vozes, inclusive a de Deus. Diante destas possibilidades de incentivá-lo a desejar ouvir a voz do Deus Todo Poderoso. Mais que desejo, nós dependemos de ouvir a Sua voz, pois na Palavra de Deus está a melhor direção para nossa vida. Ele ainda fala de maneira que podemos compreender, basta querer. O teu desejo deve ser transformado em atitude. O silêncio de Deus revela a nossa falta de atitude. Fico com a orientação dada pelo próprio Deus através do profeta Jeremias 33:3 Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.

Neste momento surge uma segunda pérola que precisa ser observada com carinho. Cremos que Deus é o nosso provedor, cuidador e sustentador. Segundo Tiago, em sua epístola no capítulo 1 e versículo 17, “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação”. Não há como negar que ter condições financeiras é algo muito bom, pois o dinheiro nos proporciona momentos interessantes, alguns deles são inesquecíveis.  O fato de Deus te dar condições não significa que deve fazer o que você quiser, não, esta não deve ser a nossa postura. Se agirmos como Jonas corremos o risco de usar a dádiva de Deus (dinheiro) para patrocinarmos uma vida de desobediência. Jonas nos deixou este exemplo, pois ele utilizou os recursos que Deus lhe havia dado para comprar uma passagem para uma direção oposta àquela que o Senhor lhe determinara.

Além da desobediência de Jonas podemos falar sobre o equívoco de Sara, esposa de Abraão. Deus havia falado claramente que ela geraria um filho. Os anos se passaram e ela ficou cansada de esperar a promessa do Senhor e decidiu assumir o controle do seu próprio destino. Foi lá e disse para o marido se deitar com a sua serva Hagar, no intuito de obter o prometido e tão esperado filho.

Assim como esses personagens Bíblicos, há diversos momentos em nossas vidas em que nos vemos diante de uma encruzilhada: obedecer ou desobedecer? Precisamos ter em mente que a única maneira de sermos bem-sucedidos nessa vida é obedecendo ao Senhor. Dessa forma, quando obedecemos a Deus estamos mostrando a Ele que confiamos nEle para direcionar as nossas vidas e podemos ter a certeza de que o resultado será positivo. Há uma benção especial na obediência. Ela nos aproxima de Deus. Segundo John Bevere, “fé e obediência são inseparáveis, porque a obediência é evidência da verdadeira fé”. E nós sabemos que “sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam” (Hebreus 11:6).