Por onde anda esse macaquinho?

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alt Em julho de 1994, último ano do governo Itamar Franco, nasceu o Real. Prestes há completar vinte anos, a moeda continua exibindo a saúde que faltou às versões anteriores, fulminadas pela inflação. FHC, Lula e Dilma foram os únicos presidentes que não precisaram encomendar à Casa da Moeda, cédulas com outro nome, zeros a menos ou zeros a mais. Desde 1994, nada mudou. No início daquele ano foi criada, em tempo recorde, uma família de notas que continham no anverso a efigie da república (representada por uma escultura) e no reverso, um animal da nossa fauna. Para as notas de 1, 2, 5, 10, 20, 50 e 100 reais surgiram respectivamente às figuras do beija-flor, da tartaruga de pente, da garça, da arara, do mico leão dourado, da onça pintada e da garoupa (provando que dinheiro que é bom, nada). A nota de um real deixou de ser fabricada em 2006 e entre 2010 e 2013 todas as outras receberam novos modelos de cédulas, agora com tamanhos diferentes.

 

Vamos avaliar por onde anda o mico leão dourado, este animalzinho tão simpático aos olhos dos ambientalistas, que no nosso caso tem o poder de compra de 20 reais, Vinte anos depois de seu lançamento. Costuma-se dizer que ele é um pouco arisco para entrar nas salvas de oferta, sempre bem frequentadas por tartarugas e garças.

Como o dinheiro está sujeito a seu dono, citamos alguns lugares onde o vintão (para pagar) ou vintinho (para cobrar) tem ido. 

Para quem faz mercado, dez quilos de arroz. Para quem gosta de bife, um quilo de carne de primeira. Para quem tem um nenê em casa, um pacote de fraldas. Para quem está com fome, um combo de Fast Food. Para quem vai às comprar, uma rasteirinha (sandália feminina). Para quem comprou a rasteirinha, uma promoção casadinha Pé e Mão no salão de beleza. Para quem quer fazer pão-de-queijo, um queijo caipira (nem tão caipira assim). Para quem quer comer com o queijo caipira, um pote de doce caseiro (nem tão caseiro assim). Para quem quer dar um passeio, uma passagem de ônibus de Campo Grande a Camapuã. Para quem quer agradar a namorada ou esposa, um vasinho de flores (da promoção dá pra moça). Para quem tem pré-pago, uma promoção que ninguém entende realmente como funciona. Para quem gostou da mensagem, um livro ou DVD do pregador. Para quem acabou de sair do culto, um lanche para cinco pessoas na Cantina das Irmãs. Para quem ajuda as missões, parcela no carnê, para quem participa do congresso, a camiseta do conjunto.

Para quem é generoso, a chance de repartir com alguém, pois nos diz a Bíblia que: “Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda. A alma generosa prosperará e aquele que atende também será atendido.” (Prov. 11:24-25) Para quem é solidário, a chance de honrar a Deus: “O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o honra.” Prov. 14:31.

Para quem é sincero, a oportunidade de agradar a Deus: “E bem sei eu, Deus meu, que tu provas os corações, e que da sinceridade te agradas; eu também na sinceridade de meu coração voluntariamente dei todas estas coisas; e agora vi com alegria que o teu povo, que se acha aqui, voluntariamente te deu.”1 Cron. 29:17.  Ao Senhor não interessa o beija-flor, ou a tartaruga de pente, a garça ou a arara, o mico leão dourado, a onça pintada ou a garoupa, pois a Ele já pertencem o ouro e a prata. Ele olha para os corações e os esquadrinha, buscando a adoração em espírito e verdade.