Deus: O Pai Nosso. Uma Reflexão no Dia dos Pais.

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Pare um pouco. Jesus convida para uma breve reflexão. Ele quer ensinar. A propósito, a oração conhecida como “Pai-Nosso” ocorreu numa dessas estratégicas paradas de Jesus. Ele interrompeu todas as suas atividades para discursar sobre o Autor da vida, a vida e o ser humano. Mateus (cap. 5-7), registra com riqueza de detalhes as palavras daquele singelo carpinteiro que, na mesma habilidade com que entalhou madeira, agora usa as palavras para entalhar  seus ensinos na mente e na alma humana.  Em meio ao seu célebre sermão, Ele ensinou como se dirigir a Deus em oração, estabelecendo uma plataforma em que a humanidade tivesse um diálogo íntimo, lúcido e aberto  com o misterioso Autor da vida, a quem Ele veio revelar. Para espanto de todos, Jesus revelou como Deus quer ser tratado: Como Pai.

O Deus que Jesus apresenta à humanidade é um Deus que tem um enorme desejo de relacionar-se com seus filhos, e esse desejo de relacionamento jamais pode ser preenchido por qualquer tipo de poder imanado d’Ele próprio ou servidão. O misterioso e indescritível desejo afetivo desse complexo Pai só pode ser preenchido se tiver filhos com uma personalidade tão complexa quanto a Sua e que Criador e criaturas, isto é, Pai e filhos, sejam capazes de interagirem, na intimidade de uma família, na qual Ele é o Pai; o Filho o Primogênito e nós, os membros dessa família.“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. (Rm 8. 29).“Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus” (Ef 2.18-19).Por isso mesmo, por sermos família de Deus, somos herdeiros de Deus, isto é, herdaremos suas reiquezas, juntamente com o seu Filho Jesus Cristo. O apóstolo Paulo elucida muito bem esse mistério: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus, e co-herdeiros com Cristo(...)” (Rm 8.16-17).

A oração ensinada por Jesus, também conhecida como a oração do “Pai-Nosso”, reflete de forma nítida o desejo de Deus de relacionar-se de forma íntima e aberta com a humanidade. Por nunca o terem visto, tocado e se relacionado com Deus, sem barreiras e distâncias, as pessoas das mais diferentes culturas e religiões; muitos até mesmo na religião cristã, construiram no inconsciente coletivo a idéia de um Deus inatingível, incomunicável e por conseguinte, impessoal. Assim, o único sentimento que muitos tem em relação a Deus é de medo, de pavor, de culpa. A parada estratégica de Jesus no Sermão da Montanha tinha por objetivo abrir os olhos da humanidade. Para aquele que veio revelar o Pai, queria que aqueles que se dirigissem a Deus a partir daquele momento, O vissem não com pavor, mas que tivessem intimidade com Ele; não nutrisse mais um medo do Seu poder, ou um temor irracional mas vissem também Sua sensibilidade; que o Pai não desejava controlá-los, mas declarar sua liberdade, através do conhecimento da Verdade (João 8.32).

A oração do “Pai-Nosso”, embora tenhamos abordado apenas a frase inicial, nos ensina sobre muitas coisas, mas fica evidente desde o início que Deus é um Pai que quer dialogar com seus filhos, em oração por exemplo! É um Pai apaixonado pelos seus filhos que deseja ardentemente criar vinculos de amor. Com certeza é um Deus muitíssimo diferente do que foi anunciado por milhares de anos na história. Esta visão correta de Deus começa a mudar exatamente naquele dia em que Deus é apresentado à humanidade e passa a ser conhecido e tratado como Pai, por ninguém menos do que o próprio Filho. Certamente o título de Pai muito agrada a esse Deus que é amor em essência. A você que também tem o privilégio de ser chamado de pai, feliz Dia dos Pais, no amor de Deus, o Pai Nosso[1].