Quebrar a cabaça...

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Cada povo tem uma maneira cultural própria de resolver os seus conflitos e suas queixas. Nestes dias tenho pensado na importância do perdão e na extensão desse ato.


Há um povo africano, que quando alguém é culpado de algum ato na comunidade os implicados se reúnem, chamam-no, falam ,ele fala, expõe seus sentimentos, definem a pena e a medida que cada um profere seu pensamento agua é colocada numa cabaça, quando finalizam aquele tempo, faz se um silencio profundo e cada um vai para a sua casa o seu lugar. Os dias passam, o tempo passa e conforme a postura do acusado, eles observam e um dia quando sentem que o acusado já se redimiu dos seus atos o líder maior que ficou com a cabaça, reúne os demais na frente deles quebra a cabaça, isto significa que o culpado foi perdoado. Quando alguém ousa falar alguma coisa, se lhe é lembrado :... a cabaça já foi quebrada... impreterívelmente, o assunto é mudado.

Quando a cabaça é quebrada, a agua esvai-se na terra e nunca poderá ser recolhida.

Assim foram os nossos pecados, as nossas magoas, os nossos ressentimentos , que vão se acumulando ao longo dos anos. Quantas frustações ... quantos mal-entendidos?

É necessário que lembremos: o Senhor levou sobre si as nossas culpas, a culpa de nossos parentes, de nossos irmãos, de nossos vizinhos, de todos, para que quando alguém falar ou um pensamento surgir no silencio dos próprios anos e soar alto na consciência, lembremos que Jesus Cristo, o Senhor, o líder maior da nossa comunidade de Fé, parafraseando aquela etnia, já quebrou a cabaça.

Aí podemos orar como o salmista:

Ó Deus. não te alongues de mim, meu Deus apressa-te em ajudar-me. Agora, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares .Tu que me tens feito ver muitos males e angustias , me darás ainda a vida e me tirarás dos abismos da terra.

Salmo 71.

Missionaria Dra. Genilda F Lino