Índia - uma nação de crenças em mitos

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“Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados...” Tito 3: 3 ‘a’.

Não é tarefa fácil escrever sobre coisas desagradáveis, elementos alterados na sua essência, desnaturação resultante da ação dominadora das hostes espirituais contrárias ao divino, ao real. Seres racionais e irracionais, ou seja, humanos e animais que produzem espetáculos do absurdo ou do contraste, vivência que contraria a razão, inclusive a lógica. Uma civilização das mais antigas do planeta terra, a Índia é um país da diversidade de hábitos, línguas, seitas, superstições e pouca religião.


São tradições diversas vividas diferentemente através de linguagens exteriorizadas pela música, culinária, dialetos, trajes e crenças. São deuses aos milhares, deidades e rituais os mais extravagantes, em formas e espécies, predominantemente animais. São muitos símbolos representados por figuras esquisitas e bizarras.

O Hinduísmo, Islamismo e o Budismo são seitas ou “religiões” que predominam na Índia, país onde até as pessoas são marcadas na testa pela figura hipotética de um terceiro olho como sinal de aceitação, entrega e dedicação aos ritos, cultos e deuses.

São deuses e deusas: Ganesha tem cabeça de elefante; os deuses rato, cobra, macaco, vaca, mosca, etc. Uma simples lamparina chamada de deepak, feita de cerâmica onde o óleo é queimado nela como um símbolo do poder da vida, representa o corpo humano porque assim como o barro, também viemos da terra. Absurdos comportamentais que se igualam a loucura ou a psicopatia em doses equivalentes.

Nos mantras, que são as suas rezas, para iniciarem essas orações contemplativas usam o Om como símbolo que representa o poder de Deus. As pétalas do lótus representam a cultura da "unidade na diversidade". A flor de lótus é encontrada em muitas imagens e a sua mensagem é de subordinação do material ao espiritual. As divindades, com seus muitos braços, cada um deles carregando objetos ou armas, a maioria representa os quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste. Qualquer poder invocado abstratamente em espírito é chamado deus ou deusa. Por isso são tantos, pois são muitas as manifestações desses seres terrenos, extraterrenos e extravagantes.

A reencarnação para os hinduístas constitui-se num fundamento religioso básico e incontestável. Partindo desse princípio surgem as castas. Para os indianos a vida é um eterno vai e vem, sendo que somente os iluminados alcançarão o céu, verão e falarão com Deus. Os percalços decorrentes das nossas transgressões ou desobediências como nós cristãos entendemos, erros que chamamos de pecado, para os indianos são apenas equívocos da alma, não sendo, portanto, motivo de raiva ou arrependimento, por tratar-se, segundo eles de simples imaturidade da alma.

O Brâmane é de casta superior, dos filósofos e educadores, esses têm uma vida dedicada aos estudos e tem obrigações com a sociedade. As outras castas são: Kshatriya, administradores e soldados, Vaishya, comerciantes e pastores e Sudras, artesãos e trabalhadores braçais. Antigamente esse sistema de castas era seguido como lei, mas depois Mahatma Gandhi, personagem da libertação da Índia, contestou esse sistema.

Hoje na Índia a mobilidade social está mais flexível, nem por isso deixa de ser dominada pelo Hinduísmo, Islamismo e o Budismo, são filosofias e castas que se confundem com religião e comportam-se de formas agressivas e intolerantes, não admitindo a existência ou permanência daqueles que não cultuam as suas filosofias, seitas ou religião.

Ganesha, Brahma, Vishnu, Shiva são alguns dos muitos deuses presentes na mitologia hindu. São figuras aceitas e tratadas como ajudantes no progresso do espírito humano daqueles povos. Entidades ditas divinas que eliminam da mente dos povos indianos a pessoa bendita do Todo Poderoso, Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

Há na Índia, etnias e pessoas isoladas, vivendo em condições desumanas, sendo reprimidas e até massacradas. As mulheres quando não vivem ou estão sob proteção de lideranças ou em regime marital na forma imposta pelos sistemas que regem àquela sociedade, são expostas aos caprichos machistas e até maltratadas.

A Índia é a terra natal de Buda, e onde tudo começou. No tempo do Imperador Ashok, o grande rei unificador da Nação indiana, a maior parte se converteu ao Budismo, que alguns chamam de filosofia e não religião, pois não existe adoração a Deus e o ser humano é levado a conquistar a paz interior pelo caminho do meio, ou seja, o equilíbrio. O sofrimento é causado pelo desejo e a prática da meditação é usada para aquietar a mente e procurar atingir o Nirvana, o estado de perfeita paz.

Não faz parte da cultura indiana o namoro na juventude. E os casamentos são administrados pelas famílias. É na velhice que ocorre a entrega total aos ritos e cerimônias espirituais. Quase tudo na Índia é tratada como sendo espiritual, é a obstinação imposta pelos líderes espirituais de que a vida na terra é um estágio para a alma sair da escuridão da ignorância e chegar à luz do conhecimento. A Índia um país místico, com cheiro de incenso e cheio de coroas de flores, folhagens e “santos” (animais e personagens as mais esquisitas ou extravagantes) vagando pelas ruas, figuras místicas que convivem lado a lado com um povo extremamente ligado e dominado por uma identidade cultural única no mundo, isso por conta da mistificação que cega e retira de alguns o senso do ridículo, fatores que alienam indivíduos tornando-os verdadeiros monstros, porquanto se sabe da existência de pessoas que dominadas por entidades contrárias ao reino de Deus, chegam a beber da sua própria urina, não tomam banho e fazem do seu corpo templo para os demônios.

Sua população em grande parte é vegetariana, e mesmo os não vegetarianos não comem carne de vaca porque ela, como outros muitos animais, por exemplo, o elefante, a cobra, o macaco são sagrados. Tudo na Índia se traduz em religião, o povo daquele país nasce, vive e morre dentro de um clima de crenças fruto de superstição, sorte, azar, demonismo. São “deuses”, em um regime politeísta extravagante, que contribuem com a miserabilidade, falta de higiene e ignorância de parte de uma das maiores populações do mundo. Estilos fanáticos, coloridos das pinturas reverenciando as tradições e mitos de um viver que impressiona a qualquer cristão ocidental.

“Caminho das Índias”, novela da TV Globo, mostra apenas o lado razoável daquele conjunto de castas, que passa pela miséria, opressão, dominação e riqueza de poucos. O Rio Ganges, um dos mais importantes cursos de água da Índia, cartão postal daquele país, na verdade é um misto de manancial agrícola, receptor de cinzas de pessoas mortas e cremadas, cadáveres não sepultados ou não cremados por falta de condições financeiras. O Rio Ganges é um espaço público de visitação nacional e por turistas que inclusive banham-se e bebem das suas águas imundas. Corpos humanos e de animais bóiam e se misturam, num festival promovido por aves de rapina, ratos e insetos. Uma nação que se deixou levar pela insanidade espiritual dos seus antepassados. Manifestações publicas e privadas onde a dança e a espiritualidade são práticas intensas e alucinantes, motivos de sobra para nossa preocupação, porquanto o ide de Cristo insere, em especial, povos cativos e dominados espiritualmente pelo mundo a fora, inclusive na Índia.

“Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios”.

(I Co 10:20)

Pr. David Tavares Duarte